Brava: Obras de requalificação do Centro Histórico de Nova Sintra prontas em Março de 2021

Nova Sintra, 24 Nov (Inforpress) – As obras de requalificação do Centro Histórico de Nova Sintra, que arrancaram no final do mês de Setembro, estão previstas para finalizar em Março de 2021, caso não houver nenhum percalço, informou hoje a edilidade bravense.

Estas obras orçadas em mais de 27 mil contos e financiados no âmbito do Programa de Reabilitação, Requalificação e Acessibilidades (PRRA) visam requalificar os arruamentos da cidade de Nova Sintra.

Segundo o presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, as obras arrancaram com a experiência piloto da reutilização das pedras retiradas, que seriam trabalhadas e recolocadas em calçada.

Mas, destacou que no decorrer do processo viram que a percentagem das recuperáveis é muito inferior ao que se pensava inicialmente.

Daí, informou que esteve reunido com a ministra das Infra-Estruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva, e com o PCA das Infraestruturas de Cabo Verde, que tutela esta obra, tendo sido decidido que as vias principais deverão ser recalcetadas com pedras novas e para algumas artérias podem recuperar as pedras que estão em boas condições para o calcetamento de algumas ruas.

Dentro desta requalificação, o autarca sublinhou ainda que as empresas, nomeadamente, a Electra, Águabrava e a CV Telecom já foram accionadas e vão fazer a introdução e o alargamento das suas redes na Rua da Cultura, de forma a evitar o “recorrente problema” de estarem a reabrir as calçadas, que depois “não ficam como anteriormente”.

Esta obra é vista pelo autarca como sendo “mais uma que irá servir para aumentar a qualidade do destino turístico da ilha e uma requalificação das calçadas que já gritavam por uma requalificação há muito tempo”.

O concurso público da obra foi lançado em Setembro de 2019, onde o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas lembrou a elevação do centro histórico da cidade de Nova Sintra à categoria de Património Cultural Nacional, constituindo um “exemplo excepcional de assentamento tradicional numa simbiose perfeita entre o meio físico, o homem e a sobrevivência”.

Pelas suas “características peculiares”, passou a integrar a lista indicativa de Cabo Verde na UNESCO, em Março de 2016, e foi declarado Património Nacional pela resolução nº 35/2012, de 21 de Junho, cujo objectivo consistiu na “promoção de uma gestão que enfatiza a preservação e valorização do seu legado patrimonial”.

No acto do lançamento da obra em meados do mês de Agosto, a ministra das Infra-Estruturas, Ordenamento do Território e Habitação, considerou que a obra vai “preservar e melhorar” o espaço público, pois, explicou na ocasião que “se pretende criar um tampão à volta da cidade para preservar e melhorar todo o espaço público dentro deste tampão”.

MC/CP

Inforpress/Fim

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