Brava /Monumentos e Sítios: Comunidade Nazarena pretende reabilitar o templo João José Dias e incluí-lo na rota turística bravense – pastor

Nova Sintra, 18 Abr (Inforpress) – O pastor da igreja do Nazareno Roberto Silva disse em declarações à Inforpress que o intuito da sua comunidade na ilha é remodelar o templo e colocá-lo na rota turística da “Ilha das Flores”.

Segundo o pastor, este templo foi o primeiro de Cabo Verde e da região da África e o segundo a nível mundial.

O religioso recordou à Inforpress que a história da igreja Nazareno na Brava e na África iniciou-se em 1901, quando João de José Dias, o primeiro missionário nazareno, chegou à ilha, depois de receber a sua licença como presbítero em 1900 nos Estados Unidos, na primeira igreja a nível mundial em Providence.

Mesmo chegando à Brava e ter encontrado um meio completamente católico, Roberto Silva salientou que o fundador da igreja nazarena na ilha e no país lutou contra as dificuldades e que, “com a confiança em Deus”, conseguiu caminhar para que o arquipélago pudesse ter “um monumento em Ponta Achada”, a primeira igreja da comunidade nazarena, construída por volta de 1923 e que hoje ostenta o nome de João José Dias.

Em termos de preservação, o pastor reconheceu que o templo não está da forma que eles gostariam que estivesse, embora tenha sido feito algumas remodelações.

A previsão, adiantou, é ter o templo João José Dias em “bom estado, com quadros e fotos com informações que permitam que o mesmo entre na rota turística e seja um lugar simbólico na ilha Brava, sendo ela a primeira igreja Nazarena a nível da região de África”.

Entretanto, pouco se fala deste templo como um dos monumentos da ilha e, de acordo com o pastor Roberto Silva, o “interessante é que Eugénio Tavares e a sua casa estão muito ligada à história da Brava, mas que raramente se ouve o poeta foi Nazareno”, contou Silva.

De acordo com a fonte, Eugénio Tavares era católico, mas depois se converteu a Nazareno e, inclusive, a igreja do Nazareno possui muitos hinos escritos por ele, tendo falado no seio dos irmãos Nazarenos na possibilidade de “compor um pequeno livro dos hinos que Eugénio Tavares escreveu para a igreja e ser algo que os turistas possam comprar e servir de fundo para a igreja”, finalizou o pastor.

MC /JMV

Inforpress/fim

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