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Brava: Ministro liga obras de requalificação à qualidade de vida dos bravenses “hoje e no futuro”

Nova Sintra, 06 Dez (Inforpress) –   O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas considerou hoje que, além da memória de Eugénio Tavares, é preciso garantir que os bravenses tenham condições de circulação e qualidade de vida necessárias para “viverem hoje e no futuro”.

Abraão Vicente fez esta declaração à imprensa durante a visita às obras de requalificação do centro histórico de Nova Sintra, explicando que estas obras, além de acrescentarem valor à vila, foram motivadas pela inclusão da mesma na Unesco.

Daí, acentuou, é preciso “fazer o máximo” para preservar não só os traços históricos iniciais, mas acrescentar valor, que conforme explicou, significa “redesenhar, utilizar os melhores materiais, as melhores práticas e fazer sempre uma pedagogia contínua com os habitantes da Vila de Nova Sintra acerca do valor patrimonial da cidade”.

Pois, conforme a mesma fonte, a ilha já é qualificada como sendo a ilha da morna, “graças” à Eugénio Tavares, mas que é “importante” perceber que para além da memória de Eugénio Tavares é “preciso preservar e garantir” que a Vila tenha condições de circulação e a qualidade de vida necessárias para se “viver hoje e no futuro”.

Além da qualidade de vida dos moradores, o governante vê esta “transformação” como mais um ponto de atracção turística.

“É preciso aprofundar e incentivar todo o processo de investigação sobre a vida do poeta, requalificar a casa em Aguada e fazer com que de facto essa seja uma ilha que tenha mais este interesse para a visita turística e para a produção de rendimento para as famílias e para as pessoas que vivem na Brava”, sublinhou o ministro.

O governante destacou a importância da natureza bravense, as construções arquitectónicas, a sua aparência com “um certo traço colonial”, mas vincou que é preciso também construir “novos factores de atracção” para o futuro, acreditando que a Casa Museu já é um passo.

Não só através do projecto museológico e museográfico, mas também através de todo o “pacote de souvenir” de história e do roteiro Eugénio Tavares, continuou o ministro, assim como do roteiro Morna Património Imaterial da Humanidade, que pode fazer da ilha “um dos pontos mais visitados” por um “nicho alto daquilo que é o turismo mundial”.

“Se há coisa que a pandemia nos ensinou é que apenas o turismo de ‘resort’ que é bom e que possui as suas vantagens, não é suficiente para uma ilha que não consegue atrair grandes massas de uma só vez, como a ilha da Brava, o que é preciso incentivar um conjunto de qualidades”, concluiu Abraão Vicente.

Francisco Tavares, presidente da Câmara Municipal da Brava, reforçou que esta obra é um desejo dos bravenses e da autarquia há muito tempo, e que desde de 2013, ano em que foi elevada a esta categoria, vem ganhando algumas obras.

Agora, com a requalificação geral de todas as ruas e estradas do centro histórico, Francisco Tavares sublinhou que “é mais um passo para a preparação da Brava como um produto turístico de alta qualidade, aliado ao que há de natural na ilha”.

Esta obra teve alguns percalços iniciais, mas conforme o autarca já se está a afinar os últimos pontos para que “daqui há pouco tempo” se entre na “velocidade cruzeiro”, prevendo ter obra concluída e o centro histórico reabilitado até meados do próximo ano.

Ainda no final da tarde de hoje, o ministro da Cultura fará a entrega da Casa Museu Eugénio Tavares.

MC/AA

Inforpress/Fim

 

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