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Brava: Médica reforça necessidade do diagnóstico precoce para diminuir mortalidade por cancro da mama

Nova Sintra, 20 Out (Inforpress) – A médica anatomopatologista e coordenadora do programa de prevenção e controlo das doenças oncológicas em Cabo Verde, Carla Barbosa, pediu hoje uma maior conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do cancro.

Em declarações à Inforpress, Carla Barbosa falava sobre o cancro da mama e a sua incidência no país, onde realçou que um diagnóstico tardio provoca vários constrangimentos no processo de tratamento do cancro.

Segundo a mesma fonte, o cancro da mama é dos cancros mais comuns em Cabo Verde e o registo oncológico hospitalar que há no Hospital Agostinho Neto (HAN) dá conta de que de 2017 a 2018 foram diagnosticados e cerca de 50 casos de cancro na mama, num universo de 396 casos de cancro diagnosticados, ou seja, realçou que o cancro da mama constitui cerca de 16 por cento (%) dos cancros diagnosticados.

Mas, sublinhou que no país não há um registo oncológico de base populacional, e sendo assim, utilizam a base de dados da Agência Internacional para Pesquisa em Cancro (IARC), que diz que em 2020 em Cabo Verde teve 52 casos novos do cancro da mama e 26 foram a óbitos.

E, reforçou que de acordo com o relatório estatístico de 2018, registaram-se 385 óbitos por cancro, e destes, 10 foram do cancro da mama, e sendo assim, considerou que “o cancro no geral tem sido a segunda ou terceira causa de morte no país”.

Quanto ao cancro da mama, Carla Barbosa destacou que é um cancro que possui “grande impacto na sociedade”, não só por ser muito frequente, mas também por agredir um órgão que é ligado e possui muito simbolismo com a maternidade, feminidade e a sexualidade.

Entretanto, a anatomopatologista chamou a atenção da sociedade, explicando que muitas vezes se pensa que o cancro da mama é só nas mulheres, pois, há uma maior incidência nas mulheres, alertando que no país, à semelhança de outros países, há sim registo de cancro da mama em homens, embora que seja pouco frequente, mas existe.

Questionada sobre os constrangimentos que as pacientes enfrentam desde o diagnóstico e ao longo do processo, Carla Barbosa apontou a existência de um certo tabu e medo, justificando que as pessoas associam o surgimento ou diagnóstico do cancro com a morte, o que conforme a mesma tem dificultado, em muitos casos, a procura de apoio logo que detectam alguma alteração na mama.

“Este tabu, só complica a situação porque quanto mais avançado estiver a doença, mais complexo será o tratamento e às vezes têm de sair do país”, apontou.

Além disso, a médica apontou alguns constrangimentos físicos e outros problemas que a situação acarreta, demonstrando, assim, o porquê da equipa de abordagem e tratamento oncológico no HAN, único hospital do país que faz esses procedimentos ser uma equipa multidisciplinar.

Sobre as actividades que têm vindo a ser realizadas, a mesma fonte destacou que têm sido feitas de forma integrada, entre as associações, centros de saúde, hospitais, apostando na educação dos utentes, na prevenção e detecção precoce.

Normalmente, indicou que recomendam muito o autoexame da mama e o exame clínico que deve ser feito pelo médico pelo menos uma vez ao ano, relembrando que a responsabilidade é de todos e a necessidade de a mulher realizar o autoexame deve ser vista como a necessidade para conseguir alcançar estes cancros em fase mais precoce, facilitando o tratamento.

Considerou que tem tido uma boa adesão, embora sublinhou que são feitas mais no mês de Outubro e Novembro, mas o que se quer é conscientizar a sociedade que é um assunto que deve ser falado todos os meses e todos os dias.

“É extremamente importante que todas as mulheres adquiram a consciência da importância da vigilância e a deteção precoce do cancro da mama. A grande maioria dos casos de cancro da mama que foram diagnosticados em estádio precoce é tratada e com taxas de cura elevadíssimas”, finalizou, lembrando que a cura está nas mãos de cada um, no toque, no autoexame e na ida ao médico em tempo e hora.

MC/CP

Inforpress/Fim

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