Search
Generic filters
Filter by Categories
Ambiente
Cooperação
Cultura
Economia
Internacional
Desporto
Politica
Sociedade

Brava: Jovens de Cachaço unem-se à Câmara Municipal da Brava para procurarem solução para os cães vadios

Nova Sintra, 29 Jul (Inforpress) Um grupo de jovens pastores procuraram o presidente da Câmara Municipal da Brava hoje, pela segunda vez num período de quinze dias, para demonstrarem o seu desespero com os prejuízos causados pelos cães vadios.

Em declarações à Inforpress, o porta-voz do grupo, Manuel Mendes, avançou que esta é a segunda vez em quinze dias que procuram o autarca para exporem o seu problema.

“A situação está cada dia mais insustentável e as nossas cabeças de gado estão a ser dizimadas por cães vadios todas as noites”, explicou o jovem.

Segundo o mesmo, os prejuízos são incontroláveis, a ponto de se desesperarem e unirem-se à Câmara Municipal numa campanha de sensibilização e de recolha dos cães vadios.

O edil bravense, Francisco Tavares, sublinhou que dá para entender o desespero do grupo, tendo que passar para uma nova fase para solucionar o problema mas, em concertação com a vereadora responsável pela área, ficou a saber que já tinham sido feitas acções de sensibilização para o registo de cães, mas mesmo com o serviço gratuito, a maioria não o fez.

Por isso, a autarquia vai passar a uma outra fase, em que o Serviço da Protecção Civil da ilha vai fazer campanhas de sensibilização em todas as localidades da ilha para o registo e confinamento dos cães e depois deste período, passam a recolher os cães que encontrarem na rua sem registo e sem coleira.

“Tínhamos algumas dificuldades numa equipa para a recolha, mas os jovens no desespero já se demonstraram disponível para tal”, disse o edil, avançando que já há um espaço para colocar os cães recolhidos por um período de dois dias.

“Temos de ser claros. A câmara da Brava não possui condições para alimentar todos os cães vadios da ilha por mais do que dois dias e neste período, os donos dos cães que desejarem tirar os cães do espaço devem dirigir–se à câmara, para o reconhecimento dos cães para poder levá-los para casa”, explicou Francisco Tavares.

Daí, caso não forem recolhidos, o autarca anunciou que terão de ser “abatidos”, justificando que nem na ilha nem no País “há outra solução”.

“Por mais que seja uma solução dolorosa, mas ver o desespero dos jovens que passam meses de seca a labutarem com os seus animais para depois verem o gado a ser dizimado por cães vadios é doloroso”, finalizou o autarca.

MC/HF

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos