Brava: Jovem formada “desanimada” com a falta de oportunidade pede “mais consideração” das instituições

Nova Sintra, 18 Mai (Inforpress) – Aliana Andrade, jovem bravense de 33 anos de idade, licenciada e mestrada há quase quatro anos diz estar “desanimada” com tanta procura sem resposta, apelando à uma “maior consideração” das instituições para com os jovens.

Em declarações à imprensa, a jovem contou que fez uma licenciatura em Ciências Políticas e Direito Público, de seguida um mestrado com especialização em Direito Internacional e Estudos Políticos Internacionais, numa universidade em Marrocos e em 2018 regressou ao país à procura de emprego.

Entretanto, desabafou que tem vindo a enfrentar diversas dificuldades nesta parte, tendo até este momento feito apenas estágios, o que não pensa fazer mais, devido a “falta de consideração para com os estagiários e uma remuneração muito aquém da carga de trabalho e esforço que exigem”.

É que segundo contou, quando chegou ao país, procurou nas instituições bravenses uma vaga, mas não foi possível, tendo regressado à cidade da Praia onde fez dois estágios, sendo um no Ministério dos Negócios Estrangeiros, e o outro um estágio profissional numa empresa de construção civil no departamento jurídico, mas ao finalizar estes estágios teve de regressar à ilha Brava em 2019, tendo em conta que “ficar na Praia acarreta custos”.

“Depois do estágio voltei a entregar o meu curriculum na Câmara Municipal da Brava, Instituto Marítimo e Portuário, Enapor, entre outras instituições na ilha, mas sem nenhum feedback”, lamentou a mesma fonte, demonstrando-se “magoada” com a “falta de consideração” que tem deparado, pois além de não ter nenhuma informação ou resposta dos documentos entregues sempre que procura pelos responsáveis a resposta tem sido sempre a mesma, que estes” não se encontram ou que não possuem disponibilidade para atendê-la”.

Neste quesito, a mesma fonte pede um pouco “mais de consideração” por parte das instituições, porque conforme descreveu, a situação já é “constrangedora e desoladora” para quem procura emprego e sempre leva “porta na cara”, com a “falta de resposta ou feedback torna-se “mais complicada ainda”
E o que mais lhe preocupa é o facto de ter procurado emprego em algumas instituições que “nem sequer responderam, mas que empregaram pessoas com um nível de escolaridade mais baixa em funções compatíveis com a área de formação”.

Além da área de formação, destacou que tem tentado oferecer serviços na tradução de documentos, ministrar palestras e conferências, mas devido à falta de mercado na ilha isso não tem resultado.
Diante desta situação, a jovem diz não ter “coragem” para incentivar nenhum encarregado de educação a enviar os seus filhos para prosseguir os estudos, “principalmente” no exterior, para depois não ver resultados dos esforços e transformar numa tentativa “frustrante” de melhorar as condições de vida.

MC/JMV
Inforpress/Fim

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