Brava: Governante considera que o país se encontra “num bom caminho” para a produção do inimigo natural

Nova Sintra, 24 Set (Inforpress) – O ministro de Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, considerou hoje que o país se encontra “num bom caminho” quanto à produção do inimigo natural para o combate da praga da lagarta do cartucho.

Em declarações à imprensa, o titular da pasta da Agricultura, que se encontra de visita à ilha Brava, acentuou que na sub-região região, o país é dos “poucos” que já possui uma capacidade de produção laboratorial de um inimigo natural da lagarta de cartucho em algum ponto do seu ciclo de reprodução.

Além disso, apontou que o ministério trabalhou “fortemente” na formação dos técnicos e identificação de produtos biológicos que podem efectivamente combater as pragas e de outras técnicas, falando de “armadilhas” para a borboleta que sai da própria lagarta para o estado adulto desta praga.

Sendo assim, considerou que há “bons resultados”, embora diga estar convicto de que, no geral, “ainda há muito por fazer”.

“Não será praticamente uma praga a ser eliminada do território cabo-verdiano, mas o que se tem de fazer é controlar a praga no sentido de se poder fazer uma agricultura com menos danos possíveis”, disse o governante.

Segundo a mesma fonte, desde o início adoptaram uma abordagem de luta integrada, que implica a combinação de um conjunto de métodos para atingir um equilíbrio nos agro-sistemas tal qual se pensou no início e se recomenda a nível internacional.

Assim, acentuou que mobilizaram a cooperação, e neste caso a FAO, que conforme afirmou, detém “bastante know-how” neste domínio.

Não obstante, a FAO, destacou a cooperação bilateral com o Brasil, através de uma empresa que produz materiais genéticos e os inimigos naturais, que além de possuir “muito conhecimento” na área, assistiu o trabalho de formação dos quadros e desenvolvimento da estratégia nacional para o combate a lagarta do cartucho.

Gilberto Silva realçou que “não é nada que seja problema exclusivamente cabo-verdiano”, porque, lembrou, há dois anos a praga tomou conta do continente africano e já se encontra no continente asiático.

Frisou que a sua importância é tal que “caso não for combatida vai pôr em causa a segurança alimentar e nutricional do planeta”.

Daí, avançou que a nível internacional já se lançou um grande programa do combate à lagarta e Cabo Verde inseriu-se nesta “dinâmica” e o que tem sido feito até agora, segundo este governante, vai ter que ser reforçado, acreditando que vai-se “poder controlar a lagarta do cartucho do milho no contexto da agricultura cabo-verdiana”.

MC/JMV

Inforpress/Fim

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