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Brava: Diácono convida cristãos a “ouvir mais e falar menos”

Nova Sintra, 13 Mar (Inforpress) – O diácono da paróquia de Nossa Senhora de Ajuda de Santa Catarina do Fogo, José Spínola, convidou hoje os cristãos a viverem o período de Quaresma em oração, “a ouvir mais e falar menos”.

O religioso fez este convite em declarações à Inforpress, aquando das conferências quaresmais, realizadas na ilha Brava, e de que foi um dos oradores.

Como tema falou do “Orar porquê e como”, o pároco explicou que a sua primeira preocupação foi falar do que a Igreja entende por oração, o que, segundo o mesmo, cuja resposta foi procurar no catecismo da igreja católica, que é um documento que possui tudo aquilo que é a fé da igreja.

E nesta definição, salientou que o conceito diz que é a “elevação da alma até Deus, um pedido sincero de coração de bens convenientes a Deus”.

Ou seja, reforçou, é uma “forma simples de levar a alma e o coração até Deus e colocar a sua disposição”.

Neste mesmo tema, falou do porquê e da importância da oração e como deve ser feita.

Para o sacerdote, rezar não quer dizer e nem ser no sentido de “mudar Deus ou dirigir a Ele como se é obrigado a atender os pedidos”, pois, conforme defendeu, “Deus é perfeito e não tem nada para mudar”.

Enfatizou que a “oração é para o bem do cristão, porque faz-lhe crescer na fé e a fé ajuda-lhe a estar bem em todas as situações da vida”.

“Para rezar, é preciso ter consciência de que é uma relação entre duas pessoas, eu e Deus e que estamos num patamar diferente, onde ele é o Criador e eu a criatura. Ele é perfeito, sabe tudo, conhece tudo e me conhece melhor do que eu mesmo e quer o meu bem mais do que eu mesmo”, realçou o conferencista.

Sobre o tema, considerou que este veio “mesmo a calhar”, tendo em conta a época em que se vive, onde há um “conceito errado” do que é a liberdade e a própria vida, em que muitas vezes, “dizemos que fazemos o que queremos pois a vida é nossa, e não estamos dispostos a deixar o nosso projecto de vida por causa do outro”.

Relembrou que a oração ajuda o cristão a colocar no seu próprio lugar, a ser humilde, pois, sustentou que para rezar tem de ser humilde e não se pode ir a Deus com arrogância, pensando que Ele é “obrigado”.

“Olhando Deus como um pai amoroso, passamos a ver aquela pessoa que está ao nosso lado como irmão, que também é pecador e filho e que devemos dá-lo a mão, apoiá-lo em vez de empurra-lo, ou seja, a minha liberdade não deve ultrapassar a liberdade do outro”, alegou o religioso.

Neste tempo da Quaresma, realçou que a igreja convida ao jejum, a esmola, mas também para a oração, e a mensagem que quer deixar os cristãos é que “aprendem a rezar, aproximar-se de Deus, não no sentido de falar muito, mas a ouvir mais o que Deus tem e quer de cada um”.

A próxima conferência está agendada para a próxima quarta-feira, 18, com o tema “Sexualidade moral na família” e o conferencista será o médico já reformado, Pedro da Lomba.

MC/JMV

Inforpress/Fim

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