Brava/Dia do Município: Presidente da República  destaca “potencialidades” da ilha

Nova Sintra, 23 Jun (Inforpress) – O presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, destacou hoje, com a celebração dos 28 anos da ilha-município as “potencialidades” da ilha Brava e as lutas que os habitantes enfrentaram, saltando “além-fronteiras”.

Numa nota enviada à Inforpress, o chefe de Estado indicou que a celebração de mais um dia do município, no país, é “sempre motivo de grande alegria e orgulho” para as populações e os autarcas, pelo trabalho desenvolvido, pelo “dia-a-dia árduo”.

“Hoje celebramos mais um dia do município da Brava, a nossa mais pequena ilha habitada, a mais pequena circunscrição administrativa de Cabo Verde”, disse, sublinhando que a efeméride festiva e histórica, este ano rodeada de contingências sanitárias, obriga os munícipes a adoptarem comportamentos e hábitos novos.

Mas, além das contingências, salientou que é preciso lançar um olhar “mais atento” àquela que, ao longo dos tempos, incluindo o pós-independência e até os dias de hoje, se tornou na ilha considerada “mais periférica” do País.

Apontou que ao longo da história da ilha-município, os seus habitantes “soltaram as suas amarras” e saíram em busca de outros futuros, outros horizontes, outras fontes de rendimento e outras vidas, cruzando horizontes e alcançando outras terras.

E acentuou que os bravenses “tomaram como a sua responsabilidade” olhar pela ilha-mãe, fazendo que o “seu berço natural não passasse qualquer tipo de necessidade, independente de um bom ou mau ano agrícola”.

Esta “pequena ilha”, destacou, deu à Nação “capitães e marinheiros intrépidos, almirantes, músicos, poetas, magistrados e aventureiros, republicanos e amantes da liberdade, homens e mulheres virtuosos, que sempre a tiveram no coração”.

Segundo o chefe de Estado, ainda “está por apurar” todo o contributo que uma ilha de pouco mais de 60 quilómetros quadrados deu a esta nação.

“Sessenta e quatro quilómetros quadrados de encantamento, viço e afectos, de música, cores, aromas e versos, esvoaçando por vales, almas e montanhas, em terna e perfeita coligação”, ressaltou.

Reconheceu que os tempos mudaram, salientando que alguns partiram, outros ficaram e hoje a ilha e as suas populações “vivem e reclamam do isolamento, da falta de infra-estruturas fundamentais, de equipamento médico e hospitalar, e sobretudo de transportes”.

Neste quesito, reforçou que os tempos e os desafios hoje são outros e procura-se colocar a ilha numa rota de desenvolvimento, encontrar o caminho certo, as opções mais adequadas e consentâneas com a sua realidade.

“Há sinais de ‘discriminação positiva’ de que tanto, justificadamente, se exige, mas é preciso reforçá-la e em tempo adequado e justo”, defendeu.

Para esta “discriminação positiva”, ressaltou que o potencial turístico é “enorme” e umas dessas vias que deve ser utilizada, basta encontrar “a melhor forma de aliar a beleza paisagística ao interesse histórico-cultural da ilha Brava”.

“E só um planeamento na justa medida e concentração de esforços numa estratégia integrada poderá produzir resultados, trazendo a ilha para um circuito turístico nacional e internacional”, apontou Jorge Carlos Fonseca.

Por fim, desejou aos seus dirigentes autárquicos e a todos os seus munícipes, as maiores felicidades, fazendo votos para que a ilha continue a ser essa “pérola sonhada e desejada por todos”, demonstrando o seu desejo para que a ilha não seja apenas um cartão postal, mas cada vez mais conhecida pelos restantes habitantes do país.

MC

Inforpress/Fim

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