Brava: Criadores de gado iniciaram processo de recolha e tratamento de pasto

Nova Sintra, 14 Jan (Inforpress) – Os pastores da ilha Brava já deram início ao processo de recolha e secagem de pasto para ser guardado, mas dizem-se conscientes de que a quantidade de pasto disponível “não é suficiente” para fazerem um stock a longa data.

Em declarações à Inforpress, João Pires, da localidade de Cachaço, apontou uma série de dificuldades que têm vindo a enfrentar com os animais, tendo em conta que a zona é uma zona dependente da agricultura de sequeiro e da criação de animais.

Segundo a mesma fonte, neste momento já estão a fazer a recolha do pasto para guardar, mas pela quantidade de animais que cada um possui e pela qualidade e quantidade de pasto disponível estão a temer que tenham de vender a preços baixos ou matar os animais como nos anos anteriores.

Pois, reforçou que o ano agrícola “não foi aquele que se esperava”, pese embora destacou que em relação à água para o consumo dos animais, há um depósito da delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente que se encontra cheio e que estão a aguardar as directrizes para ver como será distribuído de forma “racionalizada” para poder minimizar um pouco dos constrangimentos que para classe “já são visíveis e previsíveis”.

Não obstante, a problemática do mau ano agrícola e a falta de pasto, João Pires realçou que estão preocupados com a produção de leite que diminuiu e em simultâneo a produção do queijo que é a única fonte de rendimento e sustento da maioria das famílias que residem na zona.

Igualmente, nas localidades de Mato, Campo Baixo e outras zonas onde a criação de gado é “muito significante”, os pastores já iniciaram a recolha e a guarda de pasto e corroboram da mesma opinião dos pastores da localidade de Cachaço.

Outro ponto que estes criadores temem é a situação dos cães vadios que tem dizimado os seus gados, realçando que há épocas mais críticas, mas que já temem a perda de cabeças de gado após várias lutas para alimentá-las.

Estes mesmos criadores apontaram a “má qualidade” do pasto deste ano agrícola, mas também dizem-se estar conscientes que “é necessário optar pela criação dos animais em estábulos para assim evitar o pastoreio livre que prejudica mais as plantações”.

MC/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos