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Brava: Criadores de Cachaço desesperançados de encontrar uma solução para cães vadios

Nova Sintra, 09 Mar (Inforpress) – Os criadores de gado da localidade de Cachaço dizem-se desesperados e desesperançados de encontrarem uma solução para os cães vadios que lhes têm dizimado as suas criações, temendo perder a “única fonte de rendimento”.

Pires Mendes, porta-voz de um grupo de jovens que procurou à Inforpress, afirmou que a situação de cães vadios neste momento está pior.

Conforme justificou, a Câmara Municipal da Brava comprometeu-se a apoiá-los e ajudá-los a encontrarem uma solução para a situação e até ao momento não viram “nada em concreto”.

Segundo a mesma fonte, já não estão a ter uma quantidade suficiente de leite que garanta o sustento de algumas famílias e da produção de queijo, exemplificando que há casos em que alguns pastores viram as suas criações serem reduzidas a metade.

Pires Mendes realçou ainda que no ano passado começaram a participar numa acção conjunta com a câmara municipal na captura dos cães vadios, mas com as complicações que surgiram esta prática foi suspensa e há menos de ano a quantidade de cães triplicou na zona.

“Desta forma não damos conta e o nosso gado vai acabando aos poucos, a nossa única forma de sustento porque aqui não temos mais trabalho”, disse desesperado, indicando que já procuraram todos os meios possíveis para tentarem uma solução.

Contactado, o presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, evidenciou que na semana passada recebeu um grupo de mais de vinte jovens criadores que se demonstraram “desesperados” com a situação.

“É uma situação que a câmara municipal já tinha tomado uma medida drástica que não é desejável, mas é necessária porque a castração que já tínhamos feito durante quatro anos não resultou”, disse o autarca realçando que estão à procura de uma melhor solução para resolver este problema.

Solução esta que conforme assegurou, pode ser “desagradável”, mas entre escolher o sustento das famílias e os cães vadios, neste momento a solução tem de passar por escolher o sustento das famílias.

“Infelizmente temos de voltar a fazer o que está previsto no Código de Postura Municipal que é a recolha dos cães vadios, aguardar que os donos reclamem, e os que não possuem donos a câmara não tem condições de manter um canil, daí que acabamos por fazer o abate deles da forma menos bruta possível”, indicou o autarca.

Perante esta situação, o edil aproveitou para apelar à comunidade bravense a não deixar os cães soltos e a não os abandonar, explicando que depois estes vão procriar, o que acaba por causar grandes prejuízos às famílias.

Além disso, destacou que a criação de animais na Brava desempenha uma “parte fundamental” da economia da ilha e que dessa forma “não pode continuar”.

MC/HF

Inforpress/Fim 

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