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Brava: Consultora defende um “enfoque maior” para a ilha na questão da Lei VBG

Nova Sintra, 30 Jul (Inforpress) – A consultora Dionara Anjos, do projecto “Djuntu pa Igualdadi”, defendeu hoje que há que haver um “enfoque maior” para a Brava na questão da Lei VBG.

Dionara Anjos fez esta consideração à Inforpress, após uma mesa de diálogo realizado entre membros do projecto e representantes das instituições ligadas à causa na ilha.

Segundo a mesma fonte, após este encontro realizado na plataforma online, deu-se para perceber que a Brava está a precisar apoios para a implementação efectiva do disposto na Lei VBG.

A especialista realçou que durante a conversa pode-se constatar que há muita boa vontade e pessoas com intenções, mas que é necessário ter uma efectiva implementação da Lei na ilha.

“Quando se verifica que chegou a existir um Centro de Apoio às Vítimas com um atendimento psicológico e que hoje este centro não existe mais, isto é uma lacuna e tem que ser trabalhada”, disse a consultora, explicando que o Centro é um espaço onde a vítima se sente mais confortável para apresentar a sua situação.

Além disso, ressaltou que é um local onde existem técnicos que são capacitados para poder encaminhar as vítimas para outras instituições, se necessário.

Outrossim, reforçou que as acções de sensibilização há muito não têm sido realizadas, mas que é fundamental que tal trabalho seja feito para que haja uma mudança de comportamento.

“Enquanto não forem realizadas acções de sensibilização a todos os níveis, no âmbito da educação comunitária, não se vai conseguir uma mudança de comportamento”, disse, justificando que Violência Baseada no Género (VBG) só existe porque não há igualdade de género.

Por isso, defendeu que é imprescindível que se trabalhe na sensibilização” para ter uma sociedade diferente e sem violência, destacando que é preciso que estas acções sejam realizadas.

Daí, apontou que é preciso um “enfoque maior” para a Brava e que é preciso trabalhar e não se esquecer da ilha.
Dionara Anjos informou que a Associação Cabo-verdiana de Luta contra a VBG, no âmbito deste projecto, vai realizar formações em todas as ilhas, enfatizando que há uma parceria com o Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e

Equidade de Género (ICIEG) para alcançarem todas as localidades.

Entretanto, explicou que as formações não podem ser pontuais, mas sim contínuas, sugerindo que as instituições, as entidades responsáveis pelo atendimento à vítima como a Justiça, Polícia Nacional assumam as suas responsabilidades no âmbito da capacitação dos seus profissionais.

Para a responsável é “muito importante” que estas instituições percebam que o ICIEG, sozinho, não pode fazer tudo e que é responsabilidade da própria instituição capacitar o seu técnico em Igualdade de Género, VBG e a Lei VBG
Para concluir, comprometeu-se a trabalhar juntamente com o ICIEG para ter o Centro de Apoio à Vítima a funcionar.

MC/JMV
Inforpress/Fim

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