Brava: Conferencista defende que a sexualidade é “algo normal” mas que há dificuldades em abordá-la

Nova Sintra, 18 Mar (Inforpress) – Pedro da Lomba, médico reformado, defendeu hoje, durante a segunda conferência quaresmal, que a sexualidade é “algo normal”, mas que há dificuldades em abordá-la com simplicidade, o que a torna um assunto complicado.

Em declarações à Inforpress, o conferencista, que abordava o tema “sexualidade moral na família” realçou que é na família que a sociedade deve encontrar o “suporte”, mas para que as famílias falem sobre a sexualidade é preciso estimulá-las a abordarem o assunto.

O médico relembrou que os antepassados não falavam sobre isso e as famílias actuais não possuem o treino de abordar tal assunto.
Por isso, para que seja criada este hábito, realçou que é necessário que isto seja levada às famílias, enfatizando que “a falta de uma sexualidade saudável leva muitas vezes a perturbações psicológicas graves”.

Segundo Pedro da Lomba, estas perturbações surgem ou por terem sido muito reprimidas ou muito permissivas, e estas pessoas, continuou, “muitas vezes têm uma vida muito prejudicada por causa da falta de conhecimento sobre a sexualidade”.

“Hoje dizemos que a família é um tema muito complexo. Mas, é a que temos de auxiliá-la, abordando estes temas, e na criação dos filhos de uma forma saudável, tanto a nível físico como mental, para que possam ir a cada dia mais longe”, disse o médico.

Para o conferencista, a família hoje tem problemas com os valores, possui muitas influências do exterior e para vencer isto, vincou, é preciso que haja um ambiente aberto, sem tabus e preconceitos.

Falou também da fase da puberdade, realçando que para chegar à puberdade, é preciso ser antes criança e uma criança que tem orientações familiares desde cedo e que ao chegar nesta fase, se continuar a contar com o apoio e a responsabilidade da família, não vai “desviar e experimentar tudo que acha ou pensa que tem direito”.

Ante várias situações apresentadas e questões colocadas pela plateia sobre a forma de abordar os filhos nestes aspectos, o médico aconselhou os presentes a procurarem apoio, como uma forma de criar os filhos numa “base firme” e evitar certos comportamentos e consequências com o decorrer do tempo.

“É preciso que abordemos isso mais vezes, e aos poucos vamos construindo uma sociedade onde as pessoas, as famílias tenham mais capacidade para abordar estes temas”, concluiu o conferencista.

MC/JMV

Inforpress/Fim

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