Brava: Condutores com cartas de condução em atraso exigem esclarecimentos da DGTR

Nova Sintra, 23 Nov (Inforpress) – Um grupo de condutores da ilha Brava com cartas de condução em atraso procurou hoje a imprensa para “exigir” esclarecimento por parte da DGTR sobre tal demora e o porquê devem pagar outra taxa ou fazer outro exame.

Em declarações à imprensa, Roberto Mendes, condutor profissional há alguns anos na Brava, contou que há mais de quatro anos que fez a sua carta de condução, mas que até então tem vindo a conduzir com a carta provisória que sempre foi renovada de 90 em 90 dias.

E, conforme reforçou, sempre que procurava os serviços da Direcção-Geral dos Transportes Rodoviários (DGTR) na ilha para a renovação da provisória ou para pedir a sua carta de condução diziam-lhe sempre que ainda não havia nenhuma resposta sobre a sua situação.

Acrescentou que ultimamente, a mensagem que lhe foi passada pela funcionária é que “os indivíduos nesta situação vão ter de pagar uma taxa novamente e, possivelmente, serem submetidos a uma outra avaliação prática”.

“Como é possível fazer o exame, pagar uma taxa onde nos foi emitido a carta provisória e aguardar para que a carta esteja no sistema e agora não há nada no sistema”, questionou o jovem, acrescentando que nem o seu exame escrito de carteira profissional se encontra nos serviços da DGTR na Brava.

Igualmente, Joaquim de Pina é um outro condutor que fez o seu exame há cinco anos e até então está a conduzir com carta provisória e a única resposta que recebia até pouco tempo quando procurava informações na DGTR era que as cartas estavam atrasadas, mas que a situação ficaria resolvida.

Entretanto, ultimamente, contou que para o seu espanto foi-lhe informado de que “não existe nada que comprove” a sua habilitação no sistema nem mesmo um recibo, daí vai ter que pagar uma nova taxa e fazer mais um exame prático de condução para poder receber a carta de condução, até porque, reforçou que neste momento não estão a renovar mais a licença provisória, que é válida por três meses.

Hélder Brito é um outro condutor que se encontra na mesma situação, considerando-a como sendo uma “situação alarmante”, pois durante quatro anos fez a renovação da sua licença provisória de 90 em 90 dias e agora a informação que recebeu é que não se está a renovar mais a provisória e que para resolver esta situação tem de pagar a taxa novamente e ser submetido ao exame prático.

Diante desta situação, os condutores questionam como é que está a funcionar os serviços da DGTR na ilha onde os alunos que fizeram exames a cerca de três meses já se encontram na posse da sua carta de condução, enquanto aqueles que fizeram a oito ou mais anos não receberam as suas e nem há comprovativos do pagamento ou dos testes, tendo somente a provisória como prova de que se encontram habilitados.

Contactado pela Inforpress, o delegado da DGTR para a região Fogo e Brava, João Silva,  prometeu uma reacção na quinta-feira.

De realçar que no passado mês de Fevereiro, o actual delegado esteve na Brava onde reuniu-se com o presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, e o autarca garantiu em entrevista à Inforpress que a ilha passava a conhecer uma nova era em relação aos serviços prestados pela DGTR, apostando na celeridade e informatização do sistema.

Na mesma entrevista, Francisco Tavares anunciou que por parte da DGTR ficou o compromisso de tentar resolver todas as pendências que tinham sido colocadas até esta data por alguns munícipes na obtenção das suas cartas, e a DGTR estipulou o final de 2022 como sendo o prazo para resolver esta situação.

MC/CP

Inforpress/Fim

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