Brava: Comissão de Recenseamento Eleitoral da Brava alistou 80 pessoas em 2019 mas destaca pouca adesão dos jovens

Nova Sintra, 10 Jan (Inforpress) – A Comissão de Recenseamento Eleitoral da Brava (CRE – BR) anunciou hoje ter recenseado cerca de 80 pessoas em 2019, mas com “muito esforço” da equipa, ante a passividade dos jovens.

Juceleia Pina, operadora informática da CRE –BR, em declarações à Inforpress, avançou que a procura pelos serviços desta instituição é “muito fraca”, alertando que para se conseguir ter algum resultado “razoável” é necessário que a equipa saia no terreno com o kit, mas, mesmo assim, sublinhou “não querem recensear-se”.

Na posse de uma lista enviada da Praia, com referência a todos jovens que já completaram 18 anos, os recenseadores “vão atrás deles”, uma tarefa difícil, segundo a responsável, porque muitas vezes recusam–se fazer o recenseamento.

Questionada sobre o porquê da tal resistência, esta explicou que normalmente os jovens dizem que não estão a recensear–se porque não vão votar.

Quando deparam com tais situações, a técnica adiantou que sempre possuem a “preocupação” de explicar-lhes que o facto de eles se recensearem não quer dizer que têm de votar obrigatoriamente.

Para tentar abranger todos os jovens da ilha, informou que fazem planos de deslocação da equipa a todas as localidades, fazem comunicados de diversas formas, mas destacou que, mesmo assim, a adesão tem sido “muito fraca”.

“Fazemos tudo o que é possível, com planos de deslocação, colocamos kit no terreno, vamos ao liceu até com todos os dados, somente para fazermos o processo, mas eles não querem mesmo recensear–se”, disse a mesma fonte, acrescentando que normalmente o kit se desloca de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h, e que os recenseadores visitam uma localidade mais do que uma vez.

E de todas as deslocações do kit, informou que da última vez fizeram a deslocação de Setembro a Dezembro de 2019 e que conseguiram recensear cerca de 60 pessoas.

Como sendo um ano de eleições autárquicas, Jueceleia Pina adiantou que a tendência, normalmente, é a de aumentar a procura, mas, para muitos, “ há interesses por detrás”.

“Nestas alturas, somos várias vezes abordados, até na rua, se já começamos a oferecer bilhetes para quem vier recensear–se e o bilhete encontra-se caducado”, explicou a técnica.

Dada a pouca procura, Juceleia Pina pede aos jovens e a todos que ainda não se recensearem para exercerem a sua cidadania.

MC/JMV
Inforpress/fim

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