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Brava: Câmara municipal nega ter mandado incinerar cães (c/áudio)

Nova Sintra, 26 Ago (Inforpress) –  O presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, afirmou hoje que a sua gestão camarária não mandou incinerar os cães que se encontravam num canil improvisado na lixeira municipal, acrescentando que reprova o acto.

“Na verdade, a minha reacção é de reprovação total da forma como tentaram dar fim aos cães. Mas é preciso contextualizar um pouco tudo isso que culminou com a execução, uma prática reprovada pela câmara municipal”, disse Francisco Tavares à imprensa perante as diversas reacções do público bravense e não só.

Segundo o autarca, “não havia necessidade para tal e muito menos da exposição pública”.

A mesma fonte explicou que a Câmara Municipal da Brava promoveu neste mandato uma campanha de três anos de registo de cães, mas que registou uma adesão “quase nula” por parte da população.

Sublinhou ainda que no ano passado foi feita uma campanha de publicitação daquilo que se prevê no Código de Postura Municipal com editais em todas as localidades em relação aos cães vadios.

Mas, mesmo assim, estas acções não resultaram, avançando que há dois anos a esta parte tem tido conhecimento e recebidos alguns criadores de animais com perdas significativas em decorrência de ataques de cães vadios e famintos.

Assinalou queno mês passado recebeu dois grupos de pelo menos dez e 15 criadores “desesperados” por verem o seu único sustento em risco.

Dai, explicou, a câmara, conjuntamente com estes criadores, que no “desespero total” se prontificaram a apoiar na recolha destes animais vadios e o seu confinamento num canil improvisado em Favatal.

Antes disso, assinalou, fez-se publicidade com carro de som, avisando o confinamento em casa de quem possuía cães porque iria iniciar a recolha dos cães que realmente são vadios e que têm causado prejuízos aos criadores.

Conforme avançou, numa semana de captura pelo menos cinco cães foram devolvidos aos donos e sem coima, mas depois não houve nenhuma outra reclamação.

“Não é de se espantar de que Cabo Verde e Brava particularmente não possuem condições de ter um canil funcionando com toda a dignidade e a sua sustentabilidade, daí que tivemos que recorrer ao último recurso que se prevê no código de postura, aprovado pelas duas bancadas na Assembleia Municipal, ou seja, o abate destes animais”, apontou o edil.

Mas, conforme sublinhou, todas as indicações da equipa camarária para após o abate destes animais, “que não é nenhuma decisão tomada de leve, nem agradável”, o fim seria o enterro em valas comuns para cães.

No entanto, acentuou que na execução desta medida alguém resolveu fazer o contrário daquilo que eram as orientações da câmara, e pelo que apuram até este momento tinham deixado para no dia seguinte ir fazer o enterro dos cadáveres.

Mas, neste intervalo de tempo, Francisco Tavares disse que alguém fez as fotografias e fez vazar para redes sociais, acrescentando que onde aconteceu o acto está fora de qualquer caminho de passagem de pessoas.

Sendo assim, acentuou que a autarquia vai dentro das suas funções fazer funcionar a lei e os trâmites legais internos para com aqueles que desobedeceram à directiva da equipa camarária.

Pediu ainda a contribuição da população, pois justificou que não havia necessidade de nada disso e que a câmara não gostariam de tomar nenhuma decisão drástica, neste caso o abate, mas para isso a população teria de colaborar.

MC/AA

Inforpress/Fim

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