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Brava: Autarquia inicia operação para capturar cães vadios na ilha

Nova Sintra, 19 Ago (Inforpress) – A vereadora responsável pela área do Saneamento, Domingas Coelho, avançou hoje que a autarquia, em parceria com alguns pastores da ilha, iniciou na segunda-feira passada uma operação para capturar cães vadios.

Em declarações à Inforpress, a responsável sublinhou que antes do início desta operação passaram aviso em todas as comunidades, tendo sido colocado comunicados em alguns locais estratégicos em cada comunidade, para além de avisos que estão a ser difundidos com carro de som.

Domingas Coelho acentuou que “todas as pessoas tiveram conhecimento que todos os cães devem estar em casa e amarrados”.

Com três dias de captura, a responsável informou que já colocaram no cativeiro mais de 20 cães e somente uma pessoa dirigiu aos serviços da Câmara Municipal para reclamar o seu cão.

Questionada sobre o montante da multa que deve ser pago ao reclamar dos cães que foram capturados por serem encontrados na rua, mas que possuem donos, a mesma fonte avançou que eliminaram a multa porque de graça ninguém quer, muito menos pago.

Avançou ainda que estão a contar com o apoio de um grupo de pastores que se disponibilizaram para esta captura, tendo em conta os elevados prejuízos causados pelos cães vadios que lhes têm dizimado o gado.

Ao recolher os cães, estão a colocá-lo num local já preparado e com um prazo de 48 horas caso alguém quiser resgatar o seu cão que foi apanhado na rua, e depois vão partir para o abate.

José da Luz, um dos pastores que está a participar nesta campanha, avançou à Inforpress que têm deparado com grande quantidade de cães pelas ruas.

Segundo este pastor, andam de zona em zona e é um processo que vai ser contínuo até conseguirem diminuir os prejuízos que os cães vadios estão a causá-los.

Avançou que a maioria dos pastores aderiu à campanha, tendo revezado dia sim, dia não conforme a disponibilidade de cada um.

A decisão da captura dos cães saiu de um último encontro entre o presidente da Câmara Municipal da Brava e os pastores de Cachaço, onde num período de 15 dias já tinham procurado a câmara por duas vezes, demonstrando-se “desespero” ao verem o gado ser dizimado por cães vadios.

Na altura, em declarações à Inforpress, o edil bravense, Francisco Tavares, considerou que dava para entender o desespero do grupo, daí a necessidade de passar para uma nova fase para solucionar o problema.

“Temos de ser claros. A câmara da Brava não possui condições para alimentar todos os cães vadios da ilha por mais do que dois dias e neste período, os donos dos cães que desejarem tirar os seus animais do espaço devem dirigir-se à câmara, para o reconhecimento dos cães para poder levá-los para casa”, explicou Francisco Tavares na altura.

O autarca sublinhou que caso não forem recolhidos terão de ser “abatidos”, justificando que nem na ilha nem no País “há outra solução”.

“Por mais que seja uma solução dolorosa, mas ver o desespero dos jovens que passam meses de seca a labutarem com os seus animais para depois verem o gado a ser dizimado por cães vadios é doloroso”, finalizou o autarca.

MC/CP

Inforpress/Fim

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