Brava: Associação sugere criação de equipa local para apoiar no controlo e gestão da população canina (c/áudio)

Nova Sintra, 04 Nov (Inforpress) – A associação Bons Amigos propôs hoje a criação de uma comissão local que possa trabalhar e apoiar no processo do controlo e gestão da população canina na ilha Brava.

Esta sugestão foi feita na reunião de apresentação dos resultados da VI campanha de castração que decorreu na ilha Brava de 19 de Outubro a 03 de Novembro, e que mereceu uma avaliação positiva da médica veterinária Lara Baptista.

Segundo Lara Baptista, houve um envolvimento de todas as instituições parceiras, nomeadamente a Câmara Municipal da Brava, a delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), a Associação Biflores e dos formandos envolvidos nessa campanha.

Ao fim destas semanas, avançou que foram realizadas 373 castrações, números que somados aos dos anos anteriores, dão conta que a Brava tem cerca de 1200 animais (cães e gatos) castrados.

A mesma fonte realçou que fizeram alguns tratamentos, dentre eles desparasitações e de outras doenças, nomeadamente da coceira, que conforme explicou é um problema que pode passar do animal para o homem ou vice-versa.

Esta campanha decorreu em dez zonas da ilha, com o intuito de alcançar toda ou a maioria dos animais na ilha, por forma a ter os animais tratados para resolver os problemas de saúde pública.

Nesta edição, houve a oportunidade de formar 16 jovens bravenses em técnicas de captura, mas também realização de acções de sensibilização, tendo conseguido alcançar cerca de 160 crianças do primeiro ciclo.

Quanto à criação de uma comissão local, a médica veterinária destacou que é necessário ter um ponto focal e representantes em todas as localidades, onde a população pode chegar e colocar os seus problemas que depois vão ser reportados à associação, mas que a missão de a criar encontra-se a cargo da Câmara Municipal da Brava e da delegação do MAA e da Associação Biflores.

Do grupo dos formados, António Lopes considerou esta acção formativa como sendo de “extrema importância”, realçando que lhes dotou de mais conhecimentos a cerca dos cães e gatos.

Com estas campanhas, António Lopes evidenciou que ao longo do tempo pode-se ter menos cães vadios na Brava, o que tem vindo a causar vários prejuízos, principalmente nos ataques aos gados.

De agora em diante, pretendem trabalhar na sociedade para sensibilizar a população a manter em casa os seus animais de estimação de forma a não causar danos, principalmente aos criadores de gado.

José Pires, um outro formando, morador da localidade de Cachaço, uma das zonas mais afectadas por vadios, afirmou que ganharam experiências e ideias de como que podem capturar os cães e como devem tratá-los.

Diz acreditar que de agora em diante, com as castrações que foram feitas, vai diminuir a correria dos cães aos locais onde criam os seus animais e, consequentemente, diminuir a perda do gado.

Por seu turno, a presidente da câmara substituta, Ivone Delgado, sublinhou que esta edição foi uma campanha intensiva e feita de forma diferente porque permitiu, além da castração e desparasitação dos animais, a realização de acções de sensibilização porta-a-porta e nas escolas, com o intuito de mudar o comportamento das pessoas.

A mesma fonte destacou que houve o envolvimento de todas as comunidades bravenses, e agora pede mais comprometimento por parte da sociedade no sentido de se responsabilizar pelos seus animais, pois, caso contrário, salientou que de nada valem as campanhas de castração.

MC/JMV
Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos