Brava: Associação Biflores trabalha na limpeza e manutenção de árvores endémicas e sensibiliza população

Nova Sintra, 04 Dez (Inforpress) – A Associação Biflores já iniciou uma campanha de limpeza e manutenção das árvores endémicas na ilha, mas também com foco na sensibilização da população sobre a importância destas árvores e da participação de todos.

À Inforpress, o técnico da Biflores Carlos Bango, que está a dirigir esta acção, explicou que o objectivo é limpar e fazer a manutenção dos dragoeiros e do marmulano, mas também envolver a comunidade civil, sensibilizando-a sobre a importância de cuidar destas árvores e do contributo que cada um pode dar nessa preservação.

Segundo este técnico, o trabalho incide mais sobre o dragoeiro, pois o marmulano na ilha encontra-se muitas vezes em locais de difícil acesso.

Este projecto, financiado pela Fundação Franklinia, através da Fauna & Flora International, e executada pela Biflores, consiste nomeadamente na limpeza dos arredores onde há árvores endémicas, com a limpeza das plantas invasoras, entre elas a lantuna, onde limpam uma distância de três metros do caule da árvore, além de também fazer podas em algumas árvores que podem fazer sombra, impedindo que o sol alcance árvore endémica.

Para a questão da sensibilização, Carlos Bango avançou que a associação contratou seis jovens que estão a trabalhar directamente neste projecto e também estão a sensibilizá-los para as causas ambientais no sentido de estes serem os mensageiros dentro das comunidades onde se encontram inseridos.

Além disso, reforçou que este projecto quer mostrar que a questão não é somente plantar uma árvore, mas sim que é preciso, plantar, cuidar e monitorar para ter um acompanhamento dos resultados quanto ao seu desenvolvimento.

Até este momento, este projecto, que pretende alcançar todas as zonas da Brava onde haja presença de árvores endémicas, já alcançou 65 árvores que foram plantadas este ano e cerca de 36 árvores robustas, algumas das quais “praticamente centenárias”.

Tendo em conta a importância das árvores endémicas para a ilha e para Cabo Verde em geral dentro da questão da preservação da biodiversidade, Carlos Bango pede a sociedade que esteja sempre atenta à sua missão na tarefa da preservação.

Caso alguém não for chamado para plantar uma árvore, continuou, que ajude a cuidar das que estão plantadas, relembrando que cada cidadão possui a “obrigação” de proteger aquilo que já foi plantado.

E isto, conforme reforçou, é uma forma de preservar estas árvores para que as próximas gerações venham a ter algum conhecimento sobre elas, aproveitando para anunciar que há algumas mudas destas plantas no viveiro da Biflores para oferecer.

A Biflores é uma associação de conservação da biodiversidade, sediada na ilha Brava, e tem como finalidade a protecção e conservação dos ecossistemas marinhos e terrestres, da sua biodiversidade e dos recursos naturais, bem como fomentar o envolvimento e o desenvolvimento sustentável da comunidade na ilha.

MC/AA

Inforpress/Fim

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