Brava: Alunos da EBNSM adquirem conhecimentos práticos sobre as plantas endémicas

Nova Sintra, 02 Mar (Inforpress) – Os alunos do 6º ao 8º ano da Escola Básico de Nossa Senhora do Monte, realizaram, no sábado, uma caminhada interpretativa, para conhecerem no terreno as plantas endémicas e o estado dos mesmos na ilha.

Esta caminhada foi organizada pela direcção da escola, no âmbito do cumprimento do plano de actividades, referente ao Concurso Selo de Qualidade em Educação, na categoria Amiga do Ambiente e Promotora das Artes.

Austelino Tavares, director da EBNSM, explicou que a intenção foi de realizar uma actividade diferente. Ou seja, em vez de abordar este assunto de forma teórica, em parceria com a Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente, decidiram levar os alunos e pessoas interessadas, para o monte de Fontaínhas, permitindo-lhes aprender em contacto com a natureza e praticar exercícios físicos.

Esta caminhada deu-lhes a oportunidade de conhecerem algumas das plantas endémicas do país existentes na ilha Brava, assim como o estado de preservação em que estas se encontram.

Daí, de acordo com o dirigente, aproveitaram para passar uma mensagem, no sentido de sensibilizarem os presentes a preservarem e protegerem estas plantas, pois, “se são endémicas, é porque são importantes” e caso não forem cuidadas, correm o risco de desaparecerem.

Cezinanda Martins, técnica ambiental do MAA e DNA na delegação da Brava felicitou a direcção da escola pela iniciativa, que permitiu os alunos ganhar uma visão “mais ampla” do que anda a acontecer na sociedade.

A técnica avançou que em relação às plantas endémicas existentes na trilha que foi feita pelos alunos, por ser um local que possui forte pressão de animais, a prática do pastoreio livre, as plantas estão degradadas, secas e num estado crítico e caso não forem tomadas medidas nestas áreas, as plantas correm o risco de extinguirem, até porque, segundo a mesma, as plantas encontradas no local são quase todas residuais.

Ajuntou ainda, que a única planta nesta área que está mais bem conservada é o tortolho que, como a mesma salientou, deve ser pelo facto de não ser comido pelas cabras, ou não ter mais a cultura de cozinhar na lenha, fim pelo qual era utilizado esta planta antigamente.

A mesma sugere que para proteger estas espécies nesta zona, é necessário procurar algumas soluções, começando pela “sensibilização dos pastores, criação de currais e proteger as áreas”, de forma a permitir a regeneração das mesmas.

Os alunos hoje tiveram a oportunidade de conhecerem o funcho, erva-cidreira, dragoeiro, serralha, tortolho, taba, embora, de acordo com a técnica ambiental, existam outras espécies na ilha, mas que estão em zonas de difícil acesso.

MC/ZS

Inforpress/Fim

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