Brava: A mulher “também tem potencial” e a sociedade “não deve” discriminá-la, defende pastor da Igreja do Nazareno

Nova Sintra, 18 Mar (Inforpress) – O pastor da igreja nazarena de Nossa Senhora do Monte na Brava, Paulo Cardoso, defendeu hoje que a mulher também “tem potencial” e “não deve” ser discriminada pela sociedade.

Paulo Cardoso, falava à Inforpress, no âmbito de um concerto que os alunos da escola de música realizaram neste final de semana, onde o principal foco, foi homenagear as mulheres, demonstrar o valor que ela possui e fazê-las sentir especial.

Durante o concerto, houve uma música tocada e interpretada somente por mulheres, como forma de demonstrar que a mulher “também possui potencial e não deve haver discriminação em termos de sexos para desempenhar certas funções na sociedade”.

Nesta actividade, foram apresentadas também peças teatrais, onde retrataram as principais situações que a mulher “vive dentro da família” em Cabo Verde, onde numa das peças, foi apresentado dois tipos de família, uma em que a mulher sofre violência em todos os sentidos e as suas consequências para a família, e a família onde o marido trata a mulher bem, os filhos respeitam as mães e os resultados que isso tem na sociedade, vida profissional, familiar e até sexual.

Segundo o pastor, “infelizmente, a sociedade cabo-verdiana ainda é muito machista”. Facto que tem constatado em algumas ilhas onde já trabalhou, embora, salientou que é possível dizer que “alguma coisa mudou”, principalmente na questão do empoderamento das mulheres, em termos de leis que punem os homens que agridem as mulheres, mas ainda, “existe muita discriminação por parte dos homens em relação às mulheres”.

Daí, Paulo Cardoso pede aos homens que cumprem aquilo que a bíblia diz, pois, “algumas pessoas, enganosamente, acham que a própria bíblia é injusta ou machista, quando atribui a mulher o dever da submissão, mas o que as pessoas esquecem é que antes a bíblia já tinha dito que o homem deve amar a mulher, assim como Cristo amou a sua igreja”.

Perante este facto, o pastor e professor de música ajuntou que, se o homem passar a amar a mulher de uma forma “tão profunda”, como Cristo que deu a sua vida para a igreja, se for capaz de tratá-la tão bem, “quem não gosta de ser submetida a uma pessoa que lhe trata bem”?, questionou, salientando que assim muitos dos problemas da sociedade estariam resolvidos.

“Neste quesito, vemos que o homem tem falhado gravemente, tem havido muita violência, precisamente porque ele não quer cumprir, não está amando a mulher de forma sacrificial”, considerou Paulo Cardoso, ajuntando que a partir do momento que o homem começar a amar a mulher e depois esta passar a ser submissa, “teremos uma sociedade bem melhor”.

MC/ZS

Inforpress/Fim

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