Bombardeamento em Mossul matou 14 familiares a Mahmoud Salem Ismail

Mossul, Iraque, 04 Abr (Inforpress) – O bombardeamento de Mossul no dia 17 de Março, feito por forças da coligação liderada pelos EUA provocou que o cidadão iraquiano Mahmoud Salem Ismail perdesse 14 familiares, reportou a agência AP.

A explosão que arrasou o edifício no distrito de Nova Mossul, no dia 17 de Março, matou mais de 100 pessoas e ocorreu no contexto da luta entre forças iraquianas e militantes do grupo que se designa por Estado Islâmico (Daesh, no acrónimo em Árabe).

A coligação liderada pelos EUA admitiu que houve um ataque aéreo contra o edifício. Mas os militares norte-americanos adiantaram que as munições eram insuficientes para derrubar a estrutura e sugeriram que os militantes do Daesh reuniram as pessoas na construção, armadilharam-na e depois atraíram o ataque aéreo.

Mas Ismail contrapôs que a sua irmã lhe disse que a família dela estava a refugiar-se no local pela simples razão que o edifício tinha uma cave e dois pisos com cobertura de betão e era considerado o sítio mais seguro na zona, quando os combates se intensificavam na área.

“Todo o edifício foi destruído. Foi arrasado”, disse. Testemunhas adiantaram que um único combatente do Daesh fez alguns disparos do telhado e depois fugiu.

“Por causa de uma pessoa, matam-se 105?”, questionou. “Não se vê que há 105 pessoas dentro do prédio?”, insistiu. A contagem final de mortos tem variado, com alguns residentes a quantificarem em mais de 140 os óbitos.

Os familiares mortos de Ismail foram a irmã, os três filhos dela, o seu tio e tia e os dois filhos e a filha destes, bem como os filhos que estes primos e prima já tinham.

“Eram pessoas. Morreram sem qualquer razão”, disse.

Lusa/Fim

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