Boa Vista: Centro de Apoio às Vítimas Baseada no Género aposta na sensibilização -responsável

Sal Rei, 01 Jun (Inforpress) – A ilha da Boa Vista já conta com o primeiro centro de apoio às vítimas de violência baseada no género (VBG), uma instituição que vai apostar na prevenção dos casos de violência e sensibilização junto das comunidades.

Esta informação foi avançada à Inforpress pela psicóloga do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) Adriana Correia, responsável do centro que começou a funcionar em Junho, nas instalações da Câmara Municipal da ilha.

Na ilha de Boa Vista, já funcionava um gabinete de apoio à vítima, localizado no bairro da Boa Esperança, mas de acordo com Adriana Correia, devido às circunstâncias da pandemia e de outras situações que surgiram, tornou-se necessária a retoma do funcionamento de um gabinete deste género.

“De momento, vamos dar resposta a todos os casos que surjam na Polícia e apostaremos também muito no trabalho de prevenção nos casos da VBG, além de que estaremos sempre disponíveis para as situações que possam ocorrer ou outras necessidades que possam existir”, afirmou.

A psicóloga salientou que para prevenir casos de VBG pretendem apostar em acções de sensibilização, contactar directamente as comunidades, explicando-lhes que a violência baseada no género “é um crime público”, para além do apoio às pessoas que estejam a passar por algum tipo de violência, que não seja somente física.

Adriana Correia adiantou que outra meta estabelecida para o arranque dos trabalhos do centro será contactar as vitimas que fizeram denúncia e perceber qual a situação por que passam.

O centro, disse, estará sempre disponível em prestar todo o apoio necessário, e “correr atrás dos casos”.

“Vamos ajudar qualquer pessoa que recorra aos nossos serviços, mesmo antes de fazer uma denúncia. Sabemos que as queixas são importantes, mas muitas pessoas passam por situações, e não chegam a ponto de revelar, e é a estas pessoas que temos que prestar apoio e, acima de tudo, que elas saibam que têm onde recorrer”, disse.

Já sobre os números de ocorrência de casos de VBG na ilha de Boa Vista, a psicóloga avançou que entre o início do ano e o mês de Maio, registaram-se menos casos, quando comparado com o mesmo período do ano passado.

Conforme a mesma fonte, esperava-se que o número fosse superior, devido à quarentena e ao confinamento e situações difíceis pelas quais as pessoas passaram, estando vinte e quatro horas nos mesmos espaços.

Antes pelo contrário, prosseguiu, pelos contactos feitos junto das famílias, houve “vários relatos de proximidade”, acabando por se “reflectir em momentos de união e de mudança”, em certos aspectos, principalmente porque as “pessoas não tinham muito acesso ao álcool”, tido como um dos “factores que mais propicia a violência”.

A psicóloga Adriana Correia pediu para que as pessoas que estejam a passar por situações de violência tenham coragem de denunciar e confiança em procurar ajuda no centro de apoio às vítimas de violência baseada no género.

VD/JMV
Inforpress/Fim.

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