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Boa Vista: Vinte e duas pessoas certificadas em produção de plantas florestais e gestão de viveiros

Sal Rei, 25 Jan (Inforpress) – Vinte e duas pessoas ligadas à agricultura certificaram conhecimentos na produção de plantas florestais e gestão de viveiros no âmbito do projecto Reforço da capacidade de adaptação e resiliência no sector florestal em Cabo Verde (REFLOR).

Depois da ilha de Santiago, agora foi a vez de Boa Vista receber esta formação do projecto Ministério da Agricultura e Ambiente, financiado pela União Europeia no montante de cerca de cinco milhões de euros (550 mil contos) e executado pela FAO num período de quatro anos (2017-2021).

Este projecto (REFLOR), que inclui ainda a ilha do Fogo, prevê a área de intervenção de florestação de mais de mil hectares (área equivalente a mil campos de futebol).

O consultor e engenheiro Florestal do Projecto Reflor-CV, Osvaldo Mauríciodestacou a “forte participação” dos formandos, que considera melhor capacitados, principalmente em técnicas de recolha de sementes florestais, produção de plantas de ornamentação e de alimentos e condução de viveiros.

“Há pessoas que já trabalhavam nos viveiros de forma empírica, e agora com estes conhecimentos teóricos e depois da pratica no terreno estão mais à vontade para trabalhar de melhor forma, ou seja, sabem as razões dos trabalhos feitos na prática”, disse o engenheiro que sente que se cumpriu a missão, principalmente pela aceitação e avaliação feita pelos formandos.

Por exemplo, na componente prática, que aconteceu em João Galego, os formandos tiveram uma aula para apreender a misturar o substrato que se coloca nos vazos, posteriormente fazer a sementeira onde as plantas desenvolvem os primeiros tempos de viveiro até estarem em condições para serem transplantadas ao local de cultivo.

A Inforpress falou com alguns dos formandos que dizem agora melhor preparados para trabalhar na área florestal e de plantação de viveiros.

É exemplo o formando Osvaldo Lima, que trabalha com plantação para venda consoante encomendas. O formando diz-se agora melhor preparado para criar o seu próprio viveiro e fazer produção de plantas em maior escala.

Este formando, destacou as técnicas de plantação, e a vertente das alterações climáticas, o que para ele, veio a conferir melhor preparo para minimizar o flagelo, principalmente na Boa Vista, onde considera mais necessitado devido as condições de clima e de terreno, que se diferenciam das outras ilhas.

Já Natalino Fortes, que trabalha desde 2011 no Norte, em agricultura para o consumo, disse ter adquirido agora maiores conhecimentos em modos de plantação de hortaliças, referindo ainda a experiência obtida junto dos colegas com mais saberes na plantação de tamareiras e coqueiros.

A viveirista Maria de Conceição, na agricultura desde 1999, disse que veio a formação ajuntar aos conhecimentos que já tem na área, para também transmitir às colegas com quem trabalha desde 2001 em plantação florestal no Norte.

VD/CP

Inforpress/Fim

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