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Boa Vista: Vigilantes de segurança privada denunciam medo dos colegas na adesão à greve

Sal Rei, 23 Set (Inforpress) – Os vigilantes de segurança privada manifestaram-se hoje pelas ruas de Sal Rei no âmbito da greve de três dias que efectuam em todo o país e denunciaram que “muitos colegas tiveram medo de aderir à greve”.

“A nível da ilha somos um número grande de vigilantes. Entretanto há muitos colegas que não aderiram à greve e que preferem ouvir as nossas ideias para irem levar o recado aos chefes” denunciou o vigilante Domingos Quandé acrescentando que “tem medo de reivindicar os seus direitos”.

Domingos Quandé acredita que poderiam “estar mais nas ruas” tendo em conta que são muitos vigilantes na ilha da Boa Vista e “o número de vigilantes a aderir a greve e a manifestar-se poderia ter sido ainda superior, se os colegas não tivessem medo de reivindicar os seus direitos sem medo de represálias”.

Na origem do protesto está a exigência de um aumento salarial que dizem aguardar desde 2017 e esclarecem que “não estão a reivindicar contra a empresa em que trabalham, mas sim de um direito de aumento salarial, que lhes foi prometido desde 2017”.

Fernando Teixeira, outro vigilante, considerou a manifestação “justa” por causa das promessas feitas sobre o aumento salarial, em 2017, que teria efeito a partir de Janeiro de 2018.

“Ficamos com esta esperança, e agora ainda em Setembro de 2020 continuamos a ver a promessa engavetada”, avançou o Fernando Teixeira pedindo que, “se retire o documento da gaveta para o colocar em discussão, assim como aconteceu com o aumento salarial de outras classes profissionais”.

“O meu principal motivo para estar aqui hoje é que a minha empresa não está a respeitar os seguranças. Entretanto pagam-lhes bem para o serviço que prestamos. Sem contar que se por algum motivo faltarmos um dia de trabalho nos descontam dois mil escudos no salario”, explicou Gilson Rodrigues relacionando o salário de dezanove mil escudos com o custo de vida da ilha da Boa Vista.

Ainda esta mesma fonte, que “trabalha há três anos numa empresa de segurança privada, considerou que “se deveria ter ainda mais em conta o ano atípico que se vive, devido a pandemia”.

A manifestação terminou no centro do bairro da Boa Esperança e sublinharam que “não vão baixar as mãos” e prometem continuar a luta pelos seus direitos até o patronato reconheça as razões destas manifestações”.

“Apelamos antes de mais por união no trabalho, porque assim não conseguiremos vencer”, disse Domingos Tendo.

No último dia de greve, que aconteceu durante três dias a nível nacional, os vigilantes de segurança de Boa Vista informam que por agora vão “aguardar por informações sobre alguma decisão ou acordo que o Governo poderá chegar com as entidades patronais e o sindicato”.

Os seguranças privados garantem, entretanto, que “caso as reivindicações não forem ouvidas vão continuar com manifestações até que as promessas sejam cumpridas”.

VD/HF

Inforpress/FIM

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