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Boa Vista: Via de acesso à localidade de Rabil baptizada com nome de cidadão das Ilhas Canárias

Sal Rei, 16 Nov (Inforpress) – O primeiro-ministro classificou a atribuição do nome de Adan Martin Menis, cidadão canário, à via de acesso à localidade de Rabil de “homenagem justa” por aquilo que “representou e representa” nas relações de Cabo Verde com as Canarias.

“Mas sobretudo por aquilo que ele representa em termos de valor, de homem”, acrescentou Ulisses Correia e Silva, durante o acto de descerramento da placa, testemunhado por autoridades locais e familiares do homenageado.

Ulisses Correia e Silva relembrou que em Janeiro de 2010 teve uma conversa com o falecido Adan Martin Menis e, mesmo sabendo que estava com problemas de saúde graves, ele tinha “um optimismo e visão incrível do futuro”.

O primeiro-ministro recordou que quando foi presidente da Câmara Municipal da Praia esteve algumas horas a conversar com o falecido sobre o ordenamento das cidades, da necessidade de um planeamento mais harmonizado, da habitação, visões que, afirmou, “deixou como legado”.

Para o governante, o homenageado era um homem “simples, comprometido e engajado”, um político “de referência, aberto”, e que fez com que houvesse um impulso nas relações entre Cabo Verde e as Ilhas Canárias.

Ainda sobre Adan Martin, o primeiro-ministro disse ele gostava de Cabo Verde, mostrava o País sempre como algo que poderia ser “grande” no futuro, desde que, frisou, se trabalhasse também colhendo experiências no sector do turismo, mas também na organização urbana e qualidade de vida das pessoas.

“Jamais me esqueço que ele sempre foi um impulsionador da ideia da Macaronésia, mais à frente daquilo que nós temos hoje, via que estas ilhas afortunadas têm proximidade geográfica, mas também cultural e o facto de sermos ilhas, diferentes dos continentes, que não é a mesma coisa”, observou Ulisses Correia e Silva.

Sobre a sua intervenção directa de Adan Martin Menis na ilha da Boa Vista, o primeiro-ministro confirmou que era a ilha que ele mais visitava, e que tinha mais contacto, e que depois esteve na ilha do Maio, ao mesmo que teve um “olhar especial” para a Cidade da Praia.

“Isto demonstra que Adan Martin era um de nós e é com este sentimento que gostaria de o homenagear por tudo aquilo que representou e que representa para Cabo Verde”, finalizou o primeiro-ministro.

Em representação do homenageado compareceram a mulher, Pilar Parejo, além do irmão, filhos e outros familiares.

Adán Martin Menis foi um cidadão ligado a Cabo Verde, não só enquanto esteve na política, mas também depois, até à sua morte, em 2010, tendo mobilizado recursos para o País, no domínio social, nomeadamente no abastecimento água, com disponibilização de autotanques, habitação, formação de jovens na área turística e saneamento.

Com um “prestigiado percurso político” nas ilhas Canárias, via Cabo Verde como arquipélago irmão, e tudo fez para contribuir, “de forma profícua”, para o desenvolvimento turístico de Cabo Verde, onde promoveu diálogos e transmitiu sua visão para futuro “com profundidade de sabedoria”, de boas práticas no processo de planeamento territorial.

Adán Martín Menis teve responsabilidades políticas muito variadas durante os trinta anos do mais longo período democrático da história da Espanha, promoveu o primeiro Plano Urbano de Santa Cruz de Tenerife, planeou o futuro de Tenerife enquanto Cabildo, e melhorou e consagrou o estatuto especial das Ilhas Canárias na União Europeia (UE), entre outras.

VD/AA

Inforpress/Fim

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