Boa Vista: Sitrabv denuncia situação laboral catastrófica e pede instalação de delegação do IGT na ilha

Sal Rei, 25 Abr (Inforpress) –  O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Ilha da Boa Vista revelou hoje que a situação laboral local é catastrófica e insistiu na necessidade da instalação de uma representação da Inspecção-Geral do Trabalho na ilha.

Nelson Medina fez esta afirmação em conferência de imprensa para falar “da situação laboral na ilha da Boa Vista” e denunciou “situações laborais na ilha que o Sindicato pretende denunciar e que vem se arrastando há já algum tempo, com vários casos de assédio nos locais de trabalho e violação dos direitos humanos”.

Sem especificar, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Ilha da Boa Vista (Sitrabv) divulgou que há violação de contratos de trabalho, funcionários não inscritos no Instituto Nacional Previdência Social (INPS) e trabalhadores que não foram bem tratados pelas entidades, situações várias de assédio principalmente nos hotéis, mas que as pessoas têm medo de denunciar por medo de represálias.

“Temos a criticar entidades do Estado que fazem contratos de prestação de serviço. Na lei não existe isso, mas uma pessoa individual, uma pessoa que vai para limpeza não tem de ter um contrato de trabalho em prestação de serviço”, afirmou, denunciando que, “há pessoas que fazem micro-empresas para tentar driblar a crise”.

Nelson Medina indicou que “há situações na Câmara Municipal da Boa Vista (CMBV), e noutras instituições, de pessoas com contrato de serviço, principalmente na área de limpeza, e na Delegacia de Saúde onde há pessoas que foram contratadas na época de covid-19 como maqueiro e condutores”.

“Foram eles que fizeram as leis e sabem muito bem que isso não pode acontecer. Nós recebemos queixas e reclamações e já as encaminhamos para a Inspecção Geral do Trabalho (IGT)”, explicou, referindo que a delegação no Sal tem os problemas locais para resolver e “não tem tempo para resolver os problemas da ilha da Boa Vista”.

“Falando dos trabalhadores nos hotéis é uma catástrofe porque empregam o maior número de trabalhadores que sofrem de tudo, principalmente as mulheres, de assédio dos colegas, de directores, de subchefes e até de clientes”, denunciou, avançando que “os mesmos trabalhadores sentem medo de represálias o que leva ao avolumar os problemas”.

“Na maioria dos sectores acontecem casos de assédio sexual, mas há disso em todos os sectores, até no Estado, mas 90 por cento (%) dos casos das reclamações que estamos a ouvir é dos hotéis. Mas isso existe há muito tempo”, revelou, reiterando que, “a situação laboral na ilha está uma catástrofe e há reclamações por todos os lados”.

Nelson Medina descreveu a área da construção civil como uma “selva” onde há pessoas que trabalham sem contrato, sem férias e pediu a essas pessoas que denunciem e se associem ao sindicato para continuarem a lutar.

VD/HF

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos