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Boa Vista: Sindicato organiza concentração e espera adesão para mostrar “desagrado” quanto à situação laboral do país (c/áudio)

Sal Rei, 11 Jan (Inforpress) – O porta-voz do grupo dos trabalhadores do Sindicato da Boa Vista informou que se decidiu organizar uma concentração em solidariedade às manifestações agendadas pelo país, esperando a adesão das pessoas para mostrar o “desrespeito” sobre a situação laboral.

Em declarações à Inforpress, o vogal do Sindicato dos Trabalhadores da Boa Vista (STBV), Nelson Medina, fez este apelo para conferir maior adesão à concentração agendada para hoje, na praça de Santa Isabel, para “mostrar ao Governo a força dos trabalhadores que estão descontentes com a situação laboral no país”.

Segundo a mesma fonte, a agenda desta concentração veio no sentido de “solidariedade”, tendo em conta que, conforme explicou, não conseguiram se organizar para estar na mesma linha das manifestações que acontecem por todo o país.

Isto porque, segundo Nelson Medina é preciso chamar atenção e mostrar o descontentamento relativamente à política do Governo, entre outros assuntos que “não agradam” a nível laboral.

Sob a situação laboral em Cabo Verde, apontou a necessidade do ajuste salarial, sentimento de “defraude de expectativas” e “desrespeito” aos trabalhadores por parte do Governo e de entidades patronais.

Especificamente sobre a ilha da Boa Vista, o membro da direcção da STBV, disse que as entidades “fazem e desfazem”, e que isto acontece em parte por causa da falta de uma inspecção de trabalho.

Nelson Medina justifica este ponto com a fraca representatividade dos trabalhadores, pelo que avançou que os trabalhadores “reclamam que não há quem defende os seus direitos”.

“Os direitos dos trabalhadores não estão a ser respeitados principalmente no sector hoteleiro que abarca a maior mão-de-obra da ilha. É uma vergonha. As pessoas têm um trabalho precário, e temem a não renovação de contratos de três meses”, clarificou o porta-voz que falou ainda em “maltratos aos trabalhadores pelos directores e chefes de sectores”.

Ainda, conforme avançou, existe reclamações diárias, esclarecendo que “os sindicatos tentam fazer algo”, mas admitiu, entretanto, que “não está a ser feito um bom trabalho”.

Em parte, apesar de considerar a culpa “na fraqueza, descaso e falta de desempenho” da função sindical, apontou essencialmente a ausência de inspecção de trabalho na ilha, e do Governo em fazer os patrões cumprir leis laborais.

“As principais queixas são os salários, porque não há uma política do Governo para o vencimento. Cada um paga o que quer aos seus trabalhadores”, disse o sindicalista, que informou haver situações de assédio principalmente contra mulheres.

Conforme contou, as mesmas por temerem perder os seus postos de trabalho ficam “caladas” e que pela falta, muitas vezes, de testemunhas para comprovar o veredicto, “sujeitam-se a este tipo de situações e chantagens”.

Para ele, estas questões já ultrapassam o sindicato, e chama a atenção do Governo para “fazer a sua parte com leis laborais dignas”.

Nelson Medina voltou a frisar a necessidade de uma Inspecção Geral do Trabalho permanente na ilha, que depende, segundo ele, da vinda esporádica desta instituição da ilha do Sal.

“Quando vêm não se reúnem com os sindicatos, e por vezes vêm e ficamos a saber através dos trabalhadores. Não somos tidos nem achados”, afirmou o membro-sindical que considera que “o ideal” seria a inspecção se reunir com o sindicato que “ouve as queixas dos trabalhadores”.

“Apelo aos trabalhadores que participem e levem os seus familiares para mostrarmos a força dos trabalhadores ao Governo, e que não estamos contentes. Participem porque a situação laboral na Boa Vista e a nível do país não está favorável”, apelou.

VD/ZS

Inforpress/Fim

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