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Boa Vista: Rabil acolhe marcha “Chega de Gabrielas” para homenagear jovem assassinada por ex-namorado  (c/áudio)

Sal Rei, 02 Nov (Inforpress) – A localidade de Rabil acolheu a marcha “Chega de Gabrielas” para homenagear Gabriela Évora, assassinada pelo ex-namorado, ao mesmo que familiares e amigos pediram “um basta” a este tipo de crimes contra as mulheres em Cabo Verde.

Os familiares, entre outras pessoas presentes, amigos da Gaby, como era popularmente conhecida, uniram-se e deram início à marcha na localidade de Rabil, onde residia a jovem, de 31 anos, assassinada pelo ex-namorado no mês de Outubro.

Houve uma primeira paragem na igreja de São Roque, o cortejo seguiu para um recôndito lugar na ribeira de Rabil, tendo os presentes colocado velas e flores, onde supostamente o indivíduo que já assumiu o crime terá enterrado os restos mortais de Gabriela Évora.

Conforme o irmão da Gabriel, Luís Évora, a marcha teve como propósito chamar a atenção a todas as mulheres de Cabo Verde para denunciarem casos de violência doméstica.

Segundo o mesmo, Gabriela havia sido ameaçada de morte há já algum tempo pelo ex-companheiro, mas que, acrescentou, “somente após o assassinato da sua irmã, veio através de terceiros, a ter conhecimento das chantagens”.

Entretanto Luís Évora disse “ter aconselhado a irmã a se separar”, já que o relacionamento não estava no bom caminho”, recordando ainda a denúncia que a mesma chegou de fazer na Esquadra, com os problemas conjugais que vinha sofrendo.

“Ela nunca se abriu comigo para me contar exactamente o que se passava. Depois de mais de um ano separado, o indivíduo continuou a persegui-la até a assassinar, cumprindo chantagem que a fazia”, disse, ao mesmo que insistiu em pedir às mulheres que sofram ofensas conjugais para que, “sem medo”, denunciem aos familiares ou na polícia.

Luís Évora informou que o agressor confessou o crime, mas suplicou, juntando as vozes dos familiares e amigos, que “indique onde colocou os restos mortais” para que a família possa fazer um “enterro condigno”.

“Esta dor que temos não se apaga em nenhum tempo, foi uma morte brutal. Isto está doloroso demais. Já estou desgastado e não aguento mais. Peço que haja justiça as mulheres de Cabo Verde”, desabafou Luís Évora, que espera “celeridade na justiça e investigação para encontrar os restos mortais da irmã”.

Gabriela Évora, 31 anos, desapareceu a 14 de Outubro no trajecto cidade de Sal Rei/Rabil, quando, por volta das 10:00, foi às compras na cidade de Sal-Rei e “não regressou a casa”.

A mesma, que estava a preparar viagem para Santo Antão, não levantou a passagem que havia comprado para seguir viagem a 15 de Outubro.

Os familiares não se confortaram com os relatos de pessoas que afirmaram na altura ter visto Gabriela em lugares diferentes na cidade de Sal Rei.

Os parentes denunciaram este caso às autoridades, ao mesmo que, juntamente com amigos da zona de Rabil, começaram a procurar Gaby, que descrevem como “muito amável e conhecida no seio da comunidade onde vivia”.

O ex-namorado da vítima que desde o início foi tido pelos familiares como principal suspeito deste desaparecimento, esteve desaparecido algum tempo.

Entretanto, dias depois, o indivíduo foi capturado e confessou o crime e encontra-se preso a aguardar julgamento.

Ainda é desconhecido o paradeiro dos restos mortais da Gabriela Évora, que deixou três filhos menores.

VD/AA

Inforpress/Fim

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