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Boa Vista: Proprietários e moradores da Ribeira de Racone queixam-se de invasão e destruição de propriedades devido às obras do campo de futebol

Sal Rei, 29 Mai (Inforpress) – Proprietários e moradores da Ribeira de Racone queixam-se de “invasão de camiões e máquinas que destruíram as suas propriedades”, devido às obras de uma empresa que está a construir o campo de futebol em Ca Cagja, obra da Câmara Municipal da Boa Vista.

Estas informações foram avançadas à Inforpress pela moradora Martina Évora, que fala em nome dos prejudicados que fizeram um abaixo-assinado dirigido à Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente, em que se manifestam “descontentes pela situação que consideram uma invasão e destruição das suas propriedades por uma empresa contratada pela autarquia para construir o campo de futebol de Ca Gadja, na zona norte da ilha”.

No documento, os proprietários explicam que “as suas propriedades foram invadidas por camiões e máquinas, que levaram desde marcações, árvores, plantações, pedras, cascalhos, terra e areia”.

Os assinantes “expressam sentimento de revolta”, e afirmam que “sobraram somente sulcos”.

Segundo uma das proprietárias, Marina Évora, “a empresa da construção do campo de Ca Gadja deixou um enorme buraco que constitui um prejuízo e uma agressão para a mãe-natureza”.

“Durante alguns dias, estiveram a fazer extracção de pedras nesta zona. Acho que eram de inertes que estavam a precisar. Invadiram o espaço sem se procurarem saber se eram terrenos do Estado ou privados. Não nos deram ouvidos” afirmou a proprietária, que garante que já tinham comunicado as instituições sobre o sucedido, e que tendo em conta ao descaso resolveram dar a conhecer hoje formalmente a situação à câmara e à delegação do ministério da Agricultura e Ambiente.

Marina Évora, que também mora na zona, disse ainda que “os proprietários receiam que com o buraco deixado, e com a chegada das chuvas, poderá haver uma destruição ainda maior nas propriedades e criar uma verdadeira cascata na ribeira”.

“Da forma que deixaram este lugar, isto constitui um perigo e um enorme prejuízo para proprietários que têm de levar anos para recuperar o que destruíram e para a natureza”, alerta a proprietária, que solicita com urgência que “as entidades responsáveis pelos danos intervenham para colmatar os prejuízos causados à natureza como aos proprietários.

VD/JMV

Inforpress/fim

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