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Boa Vista: Proprietária de embarcação acusa capitania de demora na prestação de socorro e de negar resgate (c/áudio)

Sal Rei, 18 Nov (Inforpress) –A proprietária de uma embarcação de pesca acusou a Capitania da Boa Vista de demora na prestação de socorro e de negar resgate do seu bote que se revirou em Ponta Preta, noroeste da ilha.

A denúncia é de Maria Sábado, que chamou a comunicação social na noite de quarta-feira, 17, para dará a sua verão sobre o resgate do bote, com ajuda de amigos, às 19:00, com dois tripulantes, um deles o seu filho, após a embarcação revirar-se em Ponta Preta, às 06:00 da quarta-feira, 17.

Conforme contou a proprietária, o bote foi para a faina cedo e que por volta das 07:15 recebeu chamada do seu filho a pedir ajuda, tendo de imediato telefonado e se dirigido à capitania local para pedir auxílio de resgate.

“Ali na capitania fui enrolada durante cerca de uma hora, quando mais tarde me disseram que a capitania já tinha ido ao resgate”, afirmou, certificando de que a instituição que foi à tarde a Ponta Preta regressara à cidade de Sal Rei sem os tripulantes e sem a embarcação.

Isto porque, segundo disse Maria Sábado, após várias insistências, a capitania de Boa Vista justificou que não tinha meios e condições para resgatar a embarcação de pesca.  

E nesta altura, foi quando, relatou a mesma fonte, decidiu comprar 4 mil escudos de gasolina para que o seu companheiro fosse junto com outros cinco homens arriscar este resgate.

“Desde manhã somente agora à noite que conseguiram chegar em terra. Perdemos tudo o que havia dentro do bote”, lamentou, sublinhando que paga as contribuições devidas da embarcação pesqueira, que tem o registo de “Márcia Viviana”.

A mesma versão é confirmada pelo filho da proprietária da embarcação Wilson António que explicou que o bote se revirou com uma onda, por volta das 06:00, mas que foram socorridos por outra embarcação, também pesqueira, que se encontrava por perto.

Entretanto, o mesmo recordou momentos de aflição e de ver a vida em risco, quando todos os pertences dentro do bote, incluindo os meios de salvamento, espalharam-se no mar sem que conseguissem apanhar algum.

“Ficamos ali à espera durante muito tempo e quando a capitania chegou nos disseram que iriam resgatar somente as pessoas, e que o bote tinha que ficar ali”, declarou, questionando este procedimento da capitania do qual discorda.

Wilson António assinalou que a força do motor do navio da capitania só fez aumentar as ondas e afastar o bote, ao mesmo tempo que alegou que decidiram permanecer em Ponta Preta para vigiar o bote para que não quebrasse nas pedras, afundasse ou sofresse algum outro acidente.

“Sinto-me mal. Não esperava que nos deixassem tanto tempo ali. Imagina se desse caso de morte de algum de nós”, pontuou, pedindo mais responsabilidades, ao mesmo tempo que reiterou: “Todos nós somos seres humanos”.

Devido ao adiantar da hora e com o expediente encerrado na Capitania, a Inforpress promete regressar a este assunto para auscultar a versão dos responsáveis envolvidos na matéria.

VD/AA

Inforpress/Fim

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