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Boa Vista: PM nega acusações de proprietária de embarcação que acusou corporação de demora na prestação de socorro

Sal Rei, 18 Nov (Inforpress) – A Polícia Marítima negou acusações da proprietária de uma embarcação que culpou aquela corporação de demora na prestação de socorro e de negar resgate do seu bote que se revirou na quarta-feira,17, em Ponta Preta, noroeste da ilha.

O comandante do destacamento da Polícia Marítima em Boa Vista, Evandro Sousa, contou que, por volta das 8:30, a proprietária de uma embarcação procurou os serviços do comando da esquadra local com relatos de que sua embarcação teria se revirado, e que havia dois pescadores na água.

Evandro Sousa assegurou que, de imediato, reuniu esforços e deslocaram-se para o local, situado a cerca de 8 milhas do porto da cidade de Sal Rei, nas imediações de Varandinha, onde encontraram uma embarcação quase totalmente submersa na água, com os pescadores já salvos por uma outra embarcação.

“Foi-nos pedido apoios para colocar a embarcação a flutuar na água, porque já se encontrava a menos de um metro fora de água, ou seja, estava quase que totalmente submersa no mar, a cerca de meio metro de proa fora de água”, descreveu, lamentando as tentativas infrutíferas do resgate do bote.

Ainda segundo justificou, este insucesso foi devido o local ser uma zona de arrebentamento, e segundo analisou colocava em causa a segurança e vida da tripulação da embarcação.

O comandante confirmou que foram obrigados a abandonar o local sem conseguir resgatar a embarcação, tendo aconselhado a proprietária do bote a procurar uma embarcação de maior porte para conseguir o resgate, uma vez que a “embarcação da polícia não está preparada para resgatar navios em alto mar”, sublinhando ainda que a missão da corporação “é de resgatar vidas que estiverem em perigo no mar”.

“A senhora nos deu falsas informações de que havia pescadores ainda na água. Quando acionamos esforços para chegarmos ao local encontramos outro cenário”, reiterou, salientando que “a mesma tinha o propósito para fazer o resgate da embarcação, sendo que os pescadores já haviam sido salvos, e que não havia vidas humanas em perigo”.

Entretanto, quanto à questão da demora, o mesmo observou que o processo leva o seu tempo.

“Os pescadores não quiseram vir, decidiram ficar ali junto com outra embarcação”, disse, acrescentando que os mesmos alegaram preferir voltar a estabelecer contacto com proprietária, assinalar o local do acidente, conseguindo deixar localizável para que uma embarcação de maior porte fosse fazer o resgate.

O comandante do destacamento da Polícia Marítima alerta aos pescadores para, antes de saírem para a faina, se certificarem do estado do tempo e levarem sempre coletes de salvamento e PSG.
Evandro Sousa esclareceu que a Polícia Marítima não “é um corpo de busca e salvamento que se encontra pronto no porto para arrancar para qualquer situação e que não se dedica exclusivamente ao salvamento no mar”.

VD/JMV
Inforpress/fim

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