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Boa Vista: Monitoras do jardim-de-infância da paróquia Santa Isabel manifestaram-se exigindo cumprimento de lay off

Sal Rei, 10 Mai (Inforpress) – As monitoras do jardim-de-infância da igreja católica na ilha da Boa Vista manifestaram-se hoje para exigir o pagamento de indemnizações que julgam ter direito, pagamento de salários em atraso e ainda férias vencidas e não gozadas.

O protesto foi organizado pelo Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura, Serviços, Florestas, Serviços Marítimos e Portuário (SIACSA), que explica que as monitoras partiram para a manifestação, após várias tentativas falhadas de conseguir um acordo com o padre da paróquia.

O coordenador local do SIACSA, Zydane Andrade, começou por explicar que as trabalhadoras, que estiveram suspensas desde o mês de Março, por causa da pandemia, deveriam regressar ao trabalho no dia 01 de Maio, para negociar o regime de lay off que não estava a ser cumprido.

Segundo a mesma fonte, desde o mês de Julho do ano passado que as monitoras estão em casa, sem vencimento, sublinhando que essas profissionais chegaram a um ponto que já justificava a manifestação para ver concretizado algum entendimento.

“A paróquia não chegou a um acordo com as trabalhadoras e com os sindicatos e, por isso, decidimos partir para a manifestação, por incumprimento de promessas feitas pela igreja católica”, disse o sindicalista.

Sobre as promessas, adiantou que a igreja católica prometeu a integração dos trabalhadores no serviço depois de discutir os pontos de lay off, que é um valor de 20 mil escudos por cada mês de serviço que, feitas as contas, davam um total de duzentos mil escudos.

Se a este valor, aos trabalhadores com dez anos de serviço sem férias vencidas, a lei atribuiu três anos de férias isto é, o correspondente a sessenta mil escudos, perfaz um total de 270 mil escudos, para os que auferem um salário de vinte mil escudos.

“O padre não cumpriu, o que levou as monitoras a sair às ruas, exigindo esclarecimentos ao pormenor. Estes trabalhadores foram suspensos, mas ainda não receberam a carta de despedimento”, considerou.

Ainda segundo o coordenador, as monitoras até hoje ainda não receberam o valor do regime de suspensão de trabalho, isto porque, explicou, a entidade empregadora passou-lhes uma declaração de vencimento de 12 mil escudos, sabendo que sobre este valor o INPS não cobra os 35%”.

“Recebem um salário de vinte mil escudos, mas foi declarado no INPS um vencimento de doze mil escudos”, afirmou, acrescentando que mesmo assim viram cancelado o pagamento do INPS. Para o sindicalista, “dever-se-ia colocar as trabalhadoras ao menos no cadastro social único para que recebessem o rendimento solidário de dez mil escudos”.

Mais, ainda segundo o mesmo, “chegaram a um entendimento com o Padre, em que se sugeriu que os trabalhadores tomassem somente o valor do INPS, mesmo que os trabalhadores não tenham os 35% do INPS, porque o valor declarado não é igual nem superior a 20 mil escudos, por isso isto fez com que, por causa disso, ficassem lesados no lay of.

“É por isso que estamos aqui a reivindicar, para cumpriram as suas promessas e o que foi acordado juntamente com trabalhadores, com a igreja católica e que os direitos dos trabalhadores sejam salvaguardados pela entidade empregadora”, frisou.

O sindicalista indicou “nem todos aderiram ao protesto”, por temerem que seus direitos não venham a ser cumpridos, denunciando que há “trabalhadores com dez anos de serviço que então em situações idênticas”.

“Alguns não vieram a esta manifestação por medo de comparecer e por consideração à igreja católica, sabendo que é uma comissão regional maior, sabendo que na ilha da Boa Vista vive-se uma situação mais precária a nível laboral, porque não estão a cumprir com os seus deveres e direitos”, disse.

Na opinião da Zydane Andrade, é “injusto deixar os trabalhadores em casa desde o mês de Julho, sem pagamento de nenhum salário, ou ao menos um acordo”.

Especificando os números, o coordenador do SIACSA diz que são 13 monitoras, seis das quais não estão no serviço e essas seis correspondem ao grupo que tem mais anos de serviço.

“Chegamos a falar com o padre Adriano Cabral, que alegou que o motivo da suspensão das trabalhadoras tem a ver com o limite do número de crianças, entre outros”, concluiu, assegurando que, “mesmo assim, tinham que assinar uma carga horária ou dar às trabalhadoras outras condições, mas que simplesmente as suspenderam do trabalho, sem condições e sem nenhuma atenção”.

VD/JMV
Inforpress

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