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Boa Vista: Ministério da Agricultura e Ambiente identifica espaço para deslocação da pocilga

Sal Rei, 26 fev (Inforpress) – O Ministério da Agricultura e Ambiente revelou hoje ter definido um projecto para deslocar a actual zona de criação de porcos em Sal Rei para uma outra pocilga, cujo financiamento será assegurado com recursos do Fundo do Ambiente.

Esta informação foi avançada em conferência de imprensa por Lígia Matos, técnica do Ministério da Agricultura e Ambiente, que se encontra na ilha da Boa Vista para se inteirar da situação da zona da pocilga e auscultar os agricultores.

Lígia Matos confirmou que técnica e cientificamente foi comprovada a existência de um foco de peste suína africana naquela zona industrial de Sal Rei, e que não é a primeira vez que a doença é confirmada na ilha, indicando que a peste já tinha sido detectada em 2015.

Entretanto, para a técnica, a questão que se coloca de momento é a monitorização do foco da doença, nas condições em o que aquela criação está a ser feita, para controlo da doença, para se evitar o seu alastramento para toda a ilha.

Lígia Matos explicou que a equipa técnica do ministério encontra-se ilha para falar com as pessoas que, segundo disse, têm a consciência de que os animais não podem continuar a ser criadas naquelas condições.

Para isso, informou que foi criada uma equipa pelo Ministério da Agricultura e Ambiente, com a responsabilidade de criar um “projecto estruturante”, que já foi apresentado à Câmara Municipal da Boa Vista, e que terá como parceira a Delegacia da Saúde.

Conforme a mesma fonte, o projecto terá como objectivo primordial a deslocação da zona criação de porcos para um outro espaço, tendo sido já identificados três sítios alternativos.

A responsável adiantou que o novo espaço oferece todas as condições técnicas e ambientais para a criação suína e que seja vista como uma actividade económica e geradora de rendimentos.

“Os animais, antes de serem colocados nas novas instalações , terão que passar por um rastreio de despiste da peste suína africana, para se poder dar início a uma nova criação, tecnicamente adequada e economicamente viável, ambientalmente sustentável e socialmente aceite”, afirmou a técnica.

A equipa técnica do Ministério da Agricultura e Ambiente está na Boa Vista ainda para uma outra missão, relacionada com a água para o abastecimento da população e para a rega, indicou a responsável.

A este propósito, Lígia Matos adiantou que já se encontra em Fundo das Figueiras uma equipa que vai trabalhar no projecto de dessalinização da água para resolver o problema da má qualidade de água que a população vem usando.

Para resolver os problemas de água para a rega, a responsável disse que os materiais deverão chegar de barco e a empresa que vai trabalhar nestas intervenções chega hoje à ilha da Boa Vista, para recuperar e instalar equipamentos de mobilização de água com rede de adoção de 400 metros de tubagem para as parcelas de agricultura.

Quanto ao gado, a técnica do MAA lembrou que no âmbito do programa de mitigação da seca 2020/2021, quando Boa Vista foi o primeiro a ser contemplado com o programa de estado de emergência, o Governo prontificou a colocar um estoque de ração na ilha para que os criadores não sentissem rotura de alimentos para os seus animais.

Ainda sobre o mesmo assunto, Lígia Matos explicou que por se aperceber da situação do ano agrícola, em que o concelho da Boa Vista foi castigada com mais um ano de seca, o Governo decidiu aumentar a bonificação do alimento para o gado na ilha de 20 para 30%, que deverá ser implementado após a resolução que deve sair ao longo da próxima semana.

VD/JMV

Inforpress

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