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Boa Vista: Grupo denominado “Turma A” quer resgatar as tradições Cruz D´Nhô Lôl

Sal Rei, 12 Mai (Inforpress) – A Turma A, grupo da Estância de Baixo, na Boa Vista, quer resgatar as tradições de Cruz D´ Nhô Lôl, festa tradicional da localidade, que se comemora no dia 28 de Maio, à entrada do deserto de Viana.

As tradições mais antigas que outrora marcaram a festa, como o “casamento”, “guerra de bode”, “corrida de burro”, “alvorada de tambor”, “baile popular-bodje de pé suj”, “cutchida de Midje”, constam na agenda de duas semanas preenchidas de actividades que se quer resgatar e passar às gerações mais novas.

O grupo organizador da festa convida as pessoas mais velhas a se juntarem aos mais novos neste testemunho de passagem cultural das tradições.

“Queremos resgatar as brincadeiras e as tradições mais antigas para, mais do que serem relembradas, os mais velhos passarem estas heranças culturais às novas gerações”, disse Edson Ramos, um dos membros da Turma A.

Mas consta também neste programa, as brincadeiras mais recentes que perpetuam no meio dos mais novos. Entre outras, o jogo de ringue, o concurso de “Tchin TChin”, a “batatinha”, o jogo de tacada (imitação do baseball), a corrida de caból d´pau, a balizinha. E ainda haverá as habituais actividades desportivas, culturais e recreativas.

No dia 28, data que se comemora a festa de Cruz D´Nhô Lôl, como manda a tradição há alvorada de tambor e caminhada até a cruz feita de pedra, localizada na entrada do deserto de Viana, onde segundo reza a história, os mais velhos, na época das águas, por volta de 1.800, se fazia os convívios gastronómicos, que juntavam pessoas de todos os recantos da ilha.

Inicialmente deram a festa o nome de Cruzinha Lôl, em homenagem a Carolina Benohoniel, mais conhecida por Ti Carol, que foi a maior proprietária das terras daquela zona e quem também mais contribuía para a festa.

Do convívio popular mais tarde veio a se tornar uma festa popular de cariz tradicional. Depois de uma grande pausa por causa do falecimento das pessoas mais antigas, em meados de 1.900 a festa foi retomada.

Houve ainda outras pequenas paragens, mas hoje o grupo Turma A volta a insistir no resgate dessas tradições da Festa de Cruz D´Nhô Lôl.

Além deste “resgate”, conforme Noésio Pinto, outro membro da Turma A, “isto tudo para ver a zona de Estância de Baixo crescer”, e acrescenta que “no Verão haverá a repetição do Cruz D´Nhô Lôl, a pedido dos emigrantes, que em maior número estão de férias nesta época para recordar essas tradições e viver as festividades”.

VD/CP

Inforpress/fim

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