Boa Vista: Governo quer uma abordagem integrada e economicamente mais global do que a nível municipal – ministro

 

Sal-Rei, Boa vista, 04 Jul (Inforpress) – O Governo pretende ver a ilha da Boa Vista como um território planeado e ordenado do ponto de vista económico, ambiental e infraestrutural de acordo com as suas especificidades, numa abordagem integrada mais global do que a nível municipal.

Esta preocupação foi manifestada hoje pelo ministro da Saúde e Segurança Social, Arlindo do Rosário, quando intervinha, em representação do Governo, na sessão solene municipal da Boa Vista, tendo realçado que a ilha tem potencial e recursos.

“A ilha tem que ser vista na sua globalidade como um destino turístico e não apenas as zonas dos hotéis. Um destino turístico diversificado em que integre a cidade e as diversas localidades da ilha”, disse.

De acordo com Arlindo do Rosário, tudo isto só é possível se se mantiver como estratégia articulada as potencialidades e recursos da ilha, à ligação com as outras ilhas do país e à ligação com o mundo, através de transportes, do conhecimento, do domínio das línguas.

Para o governante, as diversas políticas públicas governamentais e municipais deverão ser orientadas para convergir para o foco, assim como as prioridades dos investimentos públicos.

A nível da saúde anunciou o plano regional do desenvolvimento sanitário da ilha, abrangente, participativo e que espelhe a nova visão do sector para uma ilha que tem no turismo o seu principal motor de desenvolvimento e que deverá também ter na segurança sanitária, nas parcerias publico privadas na saúde, uma das suas principais âncoras.

Apontou o turismo, “claramente” uma actividade foco para a ilha da Boa Vista, com um potencial que pode dinamizar outros sectores da economia como a agricultura, a indústria agro-alimentar, as pescas, o entretenimento, lazer, o comércio e as indústrias criativas.

Segundo disse, o turismo deve ser diversificado em termos de produtos, de forma a aproveitar também as condições da ilha para o turismo de natureza, ecológico, desportivo, de saúde, de negócios e de eventos culturais, para além do turismo de sol e praia.

Em qualquer tipo de produto turístico, explica, é determinante a requalificação urbana e ambiental das cidades e sua qualificação cultural (infra-estruturas culturais e agenda cultural) para criar centralidades para o turista consumir fora dos hotéis e dinamizar o empreendedorismo local, assegurando que é neste sentido que o novo figurino do Fundo do Turismo foi desenhado.

O governante indicou que a ilha da Boa Vista será diretamente envolvida na definição e execução dos objectivos da redução da pobreza, do acesso à saúde e à educação de qualidade, do acesso à água, ao saneamento e à energia, do crescimento económico e da redução das desigualdades.

Informou, por outro lado, que a territorialização dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável na ilha da Boa Vista e a estratégia de desenvolvimento da ilha, assim como as políticas vão estar orientadas para o alcance dos objectivos globais para o desenvolvimento sustentável.

O governo almeja ver a requalificação das cidades e em particular a de Sal-Rei, organizada, planeada urbanisticamente, segura, com bom nível de saneamento, educativa a nível cívico e ambiental, frisou Arlindo do Rosário, que aproveitou a ocasião para anunciar que o Governo assume o compromisso de requalificar o bairro da Boa Esperança e transformar a cidade de Sal-Rei num centro de dinamização da economia local.

“A nossa missão conjunta é intervir sobre os territórios de forma estratégica, em complementaridade e subsidiariedade entre o Governo e as Câmaras Municipais para produzir um efeito positivo sobre a qualidade de vida das pessoas, sobre a qualidade do ambiente geral do município, sobre a dinamização da economia local”, enfatizou.

SR/FP

Inforpress/Fim

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