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Boa Vista: Filomena Delgado considera “bom avanço” se se conseguir 40% de mulheres no no Parlamento

Sal Rei, 16 Set (Inforpress) – A presidente da Associação de Mulheres Democratas do MpD considera um “bom avanço”, se se conseguir 40 por cento (%) de mulheres no hemiciclo com a aprovação da lei da paridade, que deverá ir ao Parlamento em Outubro.

Filomena Delgado fez estas declarações à Inforpress, durante uma formação que o Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) promove hoje e terça-feira, em Sal Rei, com o objectivo de criar e capacitar grupos promotores da paridade de género na Boa Vista.

Para a presidente da associação, é preciso mudar estereótipos e ideias pré-concebidas que se tem em relação aos papéis entre mulheres e homens. Aliás, defende que para se ter uma maior abertura, as mulheres têm que ser capazes de estar em qualquer domínio da esfera pública ou privada.

“No parlamento cabo-verdiano, o número de mulheres é reduzido. Em 72 assentos temos 55 homens e 17 mulheres. Quer dizer que a decisão geral é definida, mas pelos homens, que são mais de 2/3”, analisou a dirigente do Movimento para a Democracia (MpD – poder), referindo-se aos indicadores de género na política de Cabo Verde, que faz parte do programa a ser administrada na formação.

Segundo Filomena Delgado, há necessidade de criar mecanismos para ter um número de mulheres na política, particularmente nas assembleias municipais, nas câmaras e nos cargos de decisão. E entre estes mecanismos necessários, aponta a aprovação da lei da paridade que, segundo ela, “é algo definitivo”, e que deverá ir ao Parlamento na primeira sessão de Outubro.

“O projecto-lei que vai ao parlamento no limiar da paridade que é 40-50. E isto quer dizer que nenhum dos géneros deve estar menos de 40% nem mais de 60%. Acontece que em Cabo Verde, as mulheres estão em 23,6%”, disse Filomena Gonçalves, reafirmando a necessidade de aumentar o número de mulheres no parlamento.

Para se chegar a esta igualdade e a paridade, o diploma terá que reunir dois terços dos votos (48), num hemiciclo constituído por 17 mulheres e 55 homens.

“Para termos 48 votos, mesmo que as 17 mulheres votem a favor, precisamos de mais 31 votos dos homens”, afirmou a conselheira do ICIEG que, apesar desta dependência, diz-se “confiante” na aprovação desta lei.

Filomena Delgado defende que “é preciso saber o que é paridade, trabalhar para a igualdade plena entre homens e mulheres e a igualdade de estatutos, e melhor democracia partidária, para que na educação, nas comunidades, as mulheres estejam preparadas para estarem na política e inverter a situação actual”.

A formação já foi ministrada em sete concelhos da ilha de Santiago, e tem como objectivo “a nível local, os munícipes estejam munidos do princípio da igualdade para que possam defender este princípio na elaboração das listas para o ciclo eleitoral (eleições autárquicas e legislativas) de 2020 e que também desenvolvam acções que permitem partilhar na comunidade os conhecimentos adquiridos na formação”.

Na ilha de Boa Vista, a formação tem a duração de dois dias e é ministrada por Filomena Delgado e Hermínia Ferreira.

VD/CP

Inforpress/Fim

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