Boa Vista: Falta incrementar valor e certificar o queijo de cabra produzido na ilha – responsável 

Sal Rei, 18 Abr (Inforpress) – A seca, falta de pastos e ração afetam a produção e incremento de valor do queijo, que ainda não está certificado, considera o presidente do Agrupamento Competitivo dos produtores de Queijo de Cabra de Boa Vista.

Eliseu Almeida, que falava em declarações à Inforpress, mostrou-se, a esse propósito, preocupado com a produção, venda, certificação e incrementação de valor de cabra na ilha de Boa Vista.

Conforme explicou, “a produção de derivados de leite está reduzida devido à falta de condições, apontando nomeadamente a falta de pastos e ração entre os factores, que considera cruciais para o fabrico do queijo de cabra”.

“A nossa grande preocupação neste momento é a mobilização de água, e o acesso a este líquido que está a um custo elevado. Associada a esta necessidade está o problema de produção de pastos. Há falta de suplementação e ração para o gado”, notou Eliseu Almeida.

O líder associativo apontou também “a ausência de ligação marítima” como potenciador da quebra de stock de ração, o que segundo ele, “implica o aumento do custo do queijo vendido por 200 escudos, que antes custava 150 escudos cada unidade”.

“Quando dão conta que estamos com falta de ração na ilha, aumentam o custo do queijo de uma forma exponencial. E isto tem sido um grande constrangimento para os produtores que registam um aumento de despesas”, Informou.

O representante dos produtores de queijo relembrou ainda que “há que se apostar no melhoramento da espécie de cabra”, para incrementar o valor e certificar o queijo, o que para ele, ainda “está muito a quem do desejado”.

“Devido à seca e outras limitações, há dificuldade na produção de queijo e o pouco que tem neste momento não tem devida qualidade que é exigida no mercado. Ainda estamos longe de agregar os valores necessários para certificar o queijo”, sentenciou Eliseu Almeida.

Entretanto, a mesma fonte avançou como um dos propósitos da associação, “trabalhar para incrementar valor e certificar o queijo”, como forma de conquistar o mercado turístico hoteleiro.

Conforme explicou Eliseu Almeida, há também uma unidade de produção em João Galego que funciona sob a responsabilidade da Associação de Mulheres Cabreiras que fazem parte do agrupamento.

“A agropecuária é uma área do sector primário à qual ainda não é dada a devida atenção em termos profissionais” alertou Almeida, lembrando que Boa Vista é uma ilha com enorme potencialidade em agropecuária.

“É preciso vontade para dar devido uso à matéria prima e o florescimento deste sector”, enfatizou.

VD/FP

Inforpress/Fim

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