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Ex-presidente de associação “chocado” com comportamento de membro que abusou sexualmente de menor (c/áudio)

Sal-Rei, 24 Jul (Inforpress) – O ex-presidente da Associação Comunitária Unidos pela Boa Vista (ACUB) diz-se “chocado e surpreso” com sentença de oito anos de prisão aplicada pelo tribunal a um membro da associação, que abusou sexualmente de um menor, durante uma colónia de férias.

Lamine Fati fez esta declaração aos jornalistas quando comentava a sentença proferida na segunda-feira, 19, pelo Tribunal da Comarca da Boa Vista, que condenou Ermeligildo Silva a oito anos de prisão por abuso sexual de menor de 13 anos, em 2014, na sala da sede da associação sita no bairro de Boa Esperança, durante escola de verão.

O ex-dirigente da ACUB disse que este caso chegou ao seu conhecimento através de um colega que lhe contou sobre o conteúdo da sentença veiculada por uma página nas redes sociais, canal onde a noticia tem vindo a ganhar mediatismo.

Lamine Fati frisou tem alguma dificuldade em entender que o caso tenha acontecido em 2014, durante escola de verão, actividade realizada pela associação fundada por ele em 201.

“É chocante, fiquei muito triste”, afirmou, ajuntando que desconhece a identidade da vítima abusada sexualmente durante a escola de verão, onde desempenhou funções de coordenador-geral, enquanto o então condenado tinha responsabilidades na área desportiva, especificamente nas actividades lúdica e recreativas.

O ex-responsável afirmou que tem sido confrontando com mensagens, principalmente de voluntários internacionais, que na altura trabalharam na actividade, questionando o que terá acontecido e quem terá sido a vítima, ao mesmo que sugiram nomes de crianças que se encontravam na faixa etária da vítima, 13 anos.

Lamine Fati lamentou que a imagem da associação esteja prejudicada, relembrando que em 2018 a instituição foi eleita melhor associação comunitária de Cabo Verde pela Comissão Nacional de Direitos Humanos, e que no ano seguinte da premiação, saiu da presidência da ACUB, e que a partir da data desconhece informações sobre a liderança daquela corporação.

Sobre o condenado, contou que era pessoa da sua confiança, inclusive tinha “caminho aberto, trabalho e preparo” para vir ser o futuro presidente da associação, acrescentando que o mesmo passava por dificuldades, mas era sempre ajudado pelo grupo.

“Esta notícia me deixou de surpresa da forma, ano, momento e como aconteceu dentro do projecto de colónia de férias”, reiterou, observando que nunca foi notificada pelo tribunal para, ao menos, dar alguma declaração ou testemunho sobre o caso, nem sequer o condenado, a família da vítima ou membros da associação informaram-no sobre o caso, tendo em conta que aconteceu durante o seu mandato.

É por isso que Lamine Fati pretende ir conversar com Ermeligildo Silva, para tentar entender o que terá acontecido e que inclusive já abordou a esposa do mesmo que passa por dificuldades juntos com os seus três filhos.

“Hoje, posso até me sentir culpado porque foi algo que aconteceu na altura em que era presidente, mas ele é o culpado de facto e pagará pelo que fez”, enfatizou, referindo que pelos comentários na internet há muitas pessoas a tirar “o corpo fora do caso”, incluindo os sujeitos no assunto, inclusivamente culpando-o por certas coisas.

Entretanto, Lamine Fati, que é também coordenador da Rede Local de Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e do Adolescente na Boa Vista, garantiu que já começou a trabalhar para conhecer a vítima e a família, e tentar averiguar de forma profunda o que terá acontecido e recolher o máximo de informações possível sobre o caso.

“A rede vai tentar fazer alguma coisa com a família da vítima”, avançou, sublinhando que para isso pretende reunir-se com os membros da Associação Grupos Jovens Solidários da Boa Vista (AGJSBV), a que preside agora, para assegurar que nenhuma criança que esteja a frequentar a colónia de férias sofra nenhum tipo de abuso durante esta actividade que teve inicio recentemente, realizada pela mesma associação.

“Prometemos que tudo vai correr na normalidade e Ermeligildo Silva terá que pagar pelo crime que cometeu”, pontuou, ao mesmo que apela às pessoas para não “confundirem as coisas”, destacando que a ACUB não tem nada a ver com o caso, muito embora tenha acontecido durante actividade realizada pela mesma associação.

VD/JMV

Inforpress

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