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Boa Vista: Ex-autarca acusa actual presidente de proferir “inverdades” para disfarçar “incapacidade” (c/áudio)

Sal Rei, 07 Dez (Inforpress) – O ex-autarca José Luís Santos acusou hoje o presidente da Câmara Municipal da Boa Vista (CMBV), Cláudio Mendonça, de proferir inverdades para disfarçar a sua “incapacidade” governativa, “desorientação completa” e querer lançar areia aos olhos dos munícipes.

Em conferência de imprensa, na cidade de Sal Rei, José Luís Santos refutou as declarações do actual edil que no balanço do seu primeiro ano de mandato, considerou a passagem de pastas a primeira tentativa de bloqueio da sua governação, bem como dívidas de processos judiciais no valor de 46 mil contos, com fornecedores em cerca de 200 mil contos, destacando que a anterior gestão camarária teria afirmado que a cifra se situava em 79 mil contos.

O ex-autarca disse ter dúvidas que em algum dos municípios do país, nas últimas eleições autárquicas, tenha havido melhor passagem de pastas do que na CMBV

Aliás, José Luís Santos lembrou que o actual autarca, em entrevistas dadas à comunicação social, chegou a elogiar este procedimento, mas que volvidos doze meses de “desgovernação”, Cláudio Mendonça veio agora afirmar o contrário.

José Luís Santos explicou que durante o processo de passagem das pastas, reuniu-se por mais de quatro horas com a actual equipa camarária, a quem entregou um relatório com mais de duas centenas de páginas incluindo anexos, evidenciando a situação do município na altura.

Entretanto argumentou que este tempo poderia ter sido maior, caso o presidente eleito não tivesse alegado necessidade de sair devido a outros compromissos, e que na ocasião lhe foi deixado todos os contatos e demonstrado total disponibilidade para em qualquer circunstância, colaborar com a câmara, caso necessário.

“Durante quatro anos do nosso mandato, atendendo à situação financeira do município, contraímos apenas um empréstimo no valor de 60 mil contos, aprovado em sede da Assembleia Municipal”, afirmou, realçando que o crédito se destinava às obras de requalificação da entrada do Rabil, com contrato de empreitada assinado e fatura de adiantamento.

O ex-autarca indicou o melhoramento de um conjunto de habitações sociais em toda a da ilha e a requalificação do largo da Igreja em Fundo das Figueiras como outras obras que seriam realizadas com o mesmo empréstimo, cujo projecto, lamentou ter sido adulterado, provocando a revolta da população.

E sem precisar a quantia, garantiu que mais de metade do empréstimo ficou na câmara, considerando que foi “oportuno e prontamente utilizado” para únicas obras até agora realizadas pela atual gestão camarária, indicando o calcetamento da zona norte da Shell. junto à Escola Nova, em Sal Rei, e Estância de Baixo.

“Enquanto munícipe atento, o balanço do um ano da sua desgovernação, é de desorientação completa, desconhecimento dos principais dossiês municipais, graves dificuldades de decolagem, porque a sua residência oficial passou a ser no avião, com delegações jamais vistas”, acusou, observando que o lixo campeia e a venda ambulante tomou de assalto a cidade de Sal-Rei e povoados.

José Luís Santos acusou o edil Cláudio Mendonça de transformar a câmara em comité do sector do PAICV, de “violação grosseira da orgânica municipal”, e de “fugir ao confronto dos munícipes que o procuram de lanterna na mão”, isto porque, frisou, a sua entrada mais cômoda para driblar os “chatos munícipes” passou a ser outra.

“Só assim se compreende o ridículo de querer, a todo transe, tentar algum racheio para a negativa prestação do primeiro ano de mandato, querendo apoderar-se do programa do Governo de realojamento das famílias do bairro de Farinação, de várias realizações da gestão camarária anterior”, disse.

Para José Luís Santos, não há como tentar rasurar o que classificou de “franca e claramente negativa”, assinalando que “de nada vale querer lançar areia aos olhos dos munícipes”.

“Ao invés de estar permanentemente a lançar suspeições infundadas na vã tentativa de confundir a opinião pública, disfarçar a sua incapacidade e inabilidade governativas, deve o presidente da câmara arrepiar caminhos e dirigir-se às instâncias próprias deste país para clarificação de eventuais dúvidas”, advertiu.

O mesmo esclareceu que nada tem a ver com a sua gestão as contas congeladas pelo Tribunal da Comarca da Boavista, devido a algum processo transitado em julgado, e se dúvidas houver, sugeriu que sejam consultados os documentos existentes em relação à matéria.

Informou ainda que em relação ao PRAA, a câmara assinou cinco contratos-programa com o governo, sendo três para o eixo requalificação urbana, da Rua Dreita” em João Galego, Largo Santa Bárbara em Povoação Velha, orçados em dezenas de milhares de contos, e dois para eixo melhoria das habitações sociais, contratos programa que beneficiaram dezenas de famílias carenciadas em toda a ilha.

O ex-autarca explicou que este projeto herdado pela atual câmara ainda na sua fase de implementação, e que em virtude do surgimento da pandemia o Governo deixou de poder transferir verbas que pudessem garantir a sua conclusão no decurso do seu mandato.

José Luís Santos acrescentou que com o Fundo do Ambiente, a CMBV assinou quatro contratos-programa, sendo executado obras de cinco rotundas, criação de aterro controlado, do viveiro municipal, e adquirido equipamentos de saneamento, incluindo um caminhão compactador de lixo.

VD/MV

Inforpress/fim

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