Boa Vista: Deputado do PAICV diz que insegurança na ilha constitui ameaça ao turismo interno

 

Cidade da Praia, 11 Jul (Inforpress) – O deputado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) por Boa Vista, Walter Évora, considerou hoje que a insegurança na ilha está a ameaçar um dos principais segmentos da economia do país, nomeadamente o turismo.

O deputado falava aos jornalistas numa conferência de imprensa, na Cidade da Praia, tendo realçado que, a situação, que inquieta os boa-vistenses e não só, tornou-se uma preocupação ao nível nacional.

“Seguramente, que a preocupação é nacional, agora toma contornos preocupantes quando ameaça um dos principais segmentos da nossa economia, o turismo”, disse, alertando que se Cabo Verde não conseguir garantir a segurança de uma ilha como a Boa Vista, este motor está “comprometido”.

Para este deputado do principal partido da oposição, o destino turístico da “Ilha das Dunas” ficará em perigo, caso o Governo não agir imediatamente e fazer os investimentos necessários para garantir a segurança dos habitantes e dos turistas.

O reforço dos meios da Polícia Nacional (PN), dos efectivos com capacidade de coordenação e resposta, bem como a motivação destes profissionais, constituem, para este deputado, “necessidades urgentes”.

Por isso, Walter Évora fez questão de chamar atenção do Governo para a reactivação do programa Turismo Seguro.

“O programa Turismo Seguro, que envolvia a PN, os operadores turísticos e as Forças Armadas, e que tinha como missão garantir a segurança nas praias, nos estabelecimentos e locais de interesse turístico, tem de ser reactivado”, defendeu.

O parlamentar advogou ainda que a Boa Vista deve ser incluída na primeira fase do Projecto Cidade Segura, anunciado pelo Governo, de forma a garantir a vigilância permanente da cidade de Sal Rei, como também dos povoados e o bairro da Boa Esperança.

Walter Évora afirmou que o Estado precisa apresentar um plano “claro, objectivo e exequível” de como pretende resolver os problemas sociais emergentes na ilha da Boa Vista e, mais precisamente, a proliferação de bairros espontâneos que crescem desorganizadamente com condições precárias de habitabilidade.

“Neste momento, os dados do Instituto Nacional de Estatística mostram que a ilha tem 15.533 habitantes. A projecção é para que nos próximos 10 anos a ilha venha duplicar a sua população”, apontou, sublinhado que isto cria um “desafio enorme” no que tange a fiscalização da criação dos bairros espontâneos.

O deputado aproveitou para exortar o Governo a resolver os problemas habitacionais neste momento, pois afirmou que nos próximos três anos a ilha vai precisar de dois mil casas, para habitar as pessoas que vão trabalhar nos três “resorts” que estão em construção.

Quem se mostra também “indignado” face a situação, é o edil da Boa Vista, José Luís Santos, que em nota de imprensa, exige “medidas urgentíssimas” do Governo para garantir segurança e a tranquilidade na ilha.

“Os cidadãos na Boa Vista têm medo de andar nas ruas e sentem-se desprotegidos, pois apesar de reconhecer os esforços que as autoridades polícias têm feito para manter a tranquilidade e ordem pública, estes são insuficientes e não dispõem de recursos para responder ao aumento da criminalidade”, referiu.

Nas últimas semanas de Junho e início de Julho, conforme o deputado Walter Évora, os assaltos e roubos aos turistas tem sido frequentes na ilha e o sentimento de insegurança, por parte dos operadores “é uma realidade”.

AF/CP

Inforpress/Fim

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