Boa Vista: Criadores de gado exigem plano de mitigação da seca “ajustado, assertivo e especifico”  

Sal Rei, 22 Jan (Inforpress) – Criadores de gado da Boa Vista saíram hoje às ruas para exigirem um plano de mitigação da seca ajustado, medidas assertivas e especificas para a realidade ilha, além de serem ouvidas as sugestões têm para esses problemas.

Este foi o propósito da manifestação organizada pela direcção do Agrupamento Competitivo do Queijo de Cabra da Boa Vista (ACQB), que levou hoje os criadores de gado às ruas com cartazes reivindicativas e vozes de protesto contra as autoridades centrais e locais ligadas a este sector.

O presidente desta associação Eliseu Almeida, apontou vários factores ligados às causas deste protesto, entre eles os quatro anos de seca que a ilha enfrenta e consequente falta de pastos, invasão de cães vadios e o problema de roubos que conforme defendeu “têm tido uma certa impunidade”.

A estes problemas acrescentou ainda, como o mais agravante, a conjuntura da crise por causa da pandemia com consequências económicas. Por isso, explicou que, mais uma vez, querem soluções o mais urgente possível.

Entretanto Eliseu Almeida avançou que “querem participar na tomada de decisões e propor soluções para estes problemas sendo activos, mais participativos e reivindicativos”.

E para isso disse que já fizeram vários contactos com a delegação local do Ministério da Agricultura e Ambiente para que as suas vozes sejam levadas em consideração.

“Esta é mais uma motivação que nos trouxe para a rua, porque queremos participar na tomada de decisões, propondo soluções mais ajustadas à ilha da Boa Vista”, disse, garantindo que as autoridades estão cientes das suas propostas.

Eliseu Almeida informou que “os criadores insistem na ideia de procurar outras alternativas e projectos concretos para a mobilização de água e produção de pastos, para haver maior produtividade a nível do leite e do queijo.

O representante deste Agrupamento disse que, “insistentemente”, tem apresentado estas soluções “bem claras” ao Ministério do Agricultura e Ambiente, nomeadamente o projecto que “já tem em curso na produção de pastos”.

VD/HF

Inforpress

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