Boa Vista: Assembleia Municipal concede aval para empréstimo bancário de 143 mil contos e aprova Orçamento Rectificativo 2020

Sal Rei, 18 de Jul (Inforpress) – A Assembleia Municipal aprovou o Orçamento Rectificativo (OR) 2020, para fazer face aos efeitos da Covid-19 e concedeu a autorização à autarquia para empréstimo bancário no valor de cerca de 143 mil contos, valor.

O Orçamento Rectificativo 2020 foi aprovado com dez votos, sete do Movimento Basta e três do Movimento para a Democracia (MPD), enquanto o PAICV, com dois votos, votou contra este instrumento de gestão.

Para a líder da bancada do PAICV, Risete Évora, “o OR é uma estratégia oportunista para ganhar as próximas eleições autárquicas”.

“O Movimento Basta ou o MPD levou quase quatro anos para realizar obras estruturantes que desde o início disse que tinha para a ilha, mas que não conseguiu concretizar, e está a votar em dívidas e a hipotecar o futuro desta ilha”, disse Denise Évora.

A eleita municipal do PAICV considerou este instrumento de gestão “um assalto aos boa-vistenses” e, por isso, alegou “não compactuar com a aprovação do Orçamento Rectificativo solicitada pela câmara, a três meses das eleições autárquicas marcada para Outubro”.

Já para o líder da bancada do MPD, Paulo Évora, o Orçamento Rectificativo vem introduzir alguns aspectos importantes para o desenvolvimento local, nomeadamente a questão social e o investimento na habitação social e em infra-estruturas.

“Este é um momento importante para que a ilha possa ter obras e possa funcionar. E isto extravasa o conceito do mero calculo político de eleições ou não eleições”, sustentou o deputado.

Para o eleito do MPD, devido à pandemia que assolou a ilha de Boa vista, há necessidade de se rectificar o orçamento, para que se possa dar continuidade ao trabalho que tem que ser feito, em concertação com o Governo, nomeadamente a questão da mitigação dos efeitos económicos e sociais desta crise.

Conforme análise de Paulo Évora, o OR tem condições para ser aprovado, sustentando em pontos como cortes de despesas com os festivais e festas do município, direccionando estas verbas para investimentos noutros aspectos, como em melhoria das condições da vida das pessoas.

Ainda na óptica do deputado, “as dívidas podem ser feitas quando são boas e bem aplicadas, desde que haja sustentabilidade”.

O eleito municipal do Basta, Crizante Soares, justificou o voto a favor, como forma de proporcionar à edilidade a possibilidade de “driblar” o ano atípico, face à pandemia de Covid-19, que bloqueou o turismo, principal motor económico da ilha, provocando a queda na produtividade em diversos sectores da ilha.

“O voto a favor deste instrumento de gestão é uma via para ajudar as famílias a ultrapassar as consequências da Covid-19, até que a ilha retome a sua normalidade”, afirmou o eleito do Basta.

A Assembleia Municipal concedeu ainda autorização à câmara municipal para recorrer a um empréstimo bancário, no valor de cerca de 143 milhões de escudos, montante a ser aplicado nas obras nas localidades do Rabil, Estância de Baixo, Cabeça dos Tarafes, Bofareira e Fundo das Figueiras.

A autorização para o empréstimo bancário foi viabilizada com sete votos do Basta, três abstenções do MPD e dois votos contra o PAICV.

O pedido de autorização para determinar as operações de loteamento de Rabil, zona de Fátima, Estância de Baixo e zona de expansão do bairro de Boa Esperança e legalização desta última zona, ficou aprovado com oito votos a favor (sete do Basta e um voto do MpD), e quatro votos de abstenções (dois do MpD, e dois do PAICV).

VD/JMV

Inforpress/FIM

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