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Boa Vista: Autarca considera ser um “imperativo” repensar o turismo na ilha

Sal Rei, 24 Set (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal da Boa Vista, Cláudio Mendonça, disse hoje que é grande a expectativa em relação à circulação e mobilidade de turistas, considerando ser um “imperativo” repensar o sector e “rever” também a forma de atuar na ilha.

O edil boa-vistense fez esta consideração hoje quando discursava no Fórum Repensar Turismo na Boa Vista, organizado pela Câmara Municipal da Boa Vista (CMBV), que decorre de hoje a sábado, 25, na cidade de Sal Rei, no Centro de Arte e Cultura (CAC).

O autarca considerou “pertinente” a realização deste encontro de reflexão subordinado ao tema “repensar o turismo na ilha da Boa Vista – Novos Tempos Novos Desafios”, com o fito de se traçar estratégias e repor a confiança na ilha como destino turístico, de forma a facilitar e acelerar a retoma das atividades económicas.

O edil lembrou no seu discurso que a indústria do turismo é apontada pela Organização Mundial do Turismo (OMT) como a segunda atividade económica mundial, superada apenas pela Indústria do petróleo e derivados, considerando que em Cabo verde o sector tem um papel relevante na economia, contribuindo em cerca de 20% para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Citando dados da Tours Operadores, Claúdio Mendonça afirmou que há uma grande procura de clientes que querem viajar e visitar a ilha da Boa Vista, esperando que a retoma seja para breve, uma vez que se trata da principal fonte de receita e de empregabilidade na Ilha.

Mas para isso acontecer, o autarca frisou que é preciso acelerar a vacinação, de forma a recuperar o sector para a criação de empregos, principalmente para jovens e mulheres, as classes consideradas mais vulneráveis.

Sublinhando que não faltam potencialidades, capacidade, valores turísticos, morabeza, hospitalidade, e segurança reforçada com o projeto Cidade Segura, Cláudio Mendonça indicou que a atual preocupação é manter os cuidados necessários e garantir a segurança dos colaboradores do sector do turismo.

Neste particular, destacou o facto de a Câmara Municipal ter sido pioneira a solicitar uma discriminação positiva para a Boa Vista, no que respeita à massificação das vacinações e de dotar a Ilha de infraestruturas que dão segurança sanitária aos visitantes, destacando o laboratório de virologia, e término das obras do bloco operatório da Boa Vista, que vai garantir outros serviços de saúde aos utentes.

Ainda na opinião de Cláudio Mendonça, há que se consciencializar do valor social, cultural, político e económico do turismo como sector que pode contribuir para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

E para alcançar esse desiderato, sublinhou a necessidade de se melhorar os serviços, observar as condições de segurança sanitária, certificar e consolidar o destino, impulsionar a vacinação com vista a sair da lista vermelha, e atingir mercados emissores que ainda não podem viajar à Boa Vista.

O edilidade boa-vistense frisou ainda os desafios que se colocam ainda sector dos transportes na ilha, notando que se tem vivenciado vários constrangimentos com o isolamento ilha, que ficou quase um ano e meio sem conexão com as outras ilhas e o resto do mundo, ao mesmo que recordou que há poucos meses só havia ligações aéreas e marítimas aos finais de semana.

“Temos que preparar a nossa casa, o nosso destino, não obstante os desafios”, vincou.

Cláudio Mendonça pensa que haverá outras oportunidades para melhor organizar e dotar a cidade de novas ofertas, novas alternativas, de forma torná-la mais aprazível e agradável aos visitantes.

O autarca assegurou que as perspetivas vão ser outras e que os dados indicam que a estadia média de dormida poderá aumentar, faltando para isso trabalhar para a obtenção de certificação necessária, que passa pelo aumento da taxa de vacinação que definirá a Boa Vista como um destino seguro a nível de higiene e condições sanitárias.

O autarca lamentou que o turismo esteja a viver dias difíceis, com a mobilidade e lotação reduzidas, distanciamento entre pessoas, o que na sua opinião vai dificultar as viagens, “afetando a economia turística e a seu consequente efeito multiplicador, arrastando os sectores que lhe estão intimamente ligados, designadamente o sector alimentar, bebidas, comércio e transportes”.

“É um imperativo repensar a Boa Vista, rever e repensar a nossa forma de atuar”, afirmou, temendo a possibilidade de a Boa Vista ser “ultrapassada pelos concorrentes e mais uma vez deixar perder as oportunidades, condicionar e hipotecar a ilha”.

VD/JMV

Inforpress

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