Bispo de Santiago diz que o memorial do Papa João Paulo II deve ser “preservado” (c/áudio)

Cidade da Praia, 27 Jan (Inforpress) – O bispo da Diocese de Santiago, Dom Arlindo Furtado, defende que o memorial erguido em homenagem à visita do Papa João Paulo II, a primeira de um Sumo Pontífice a Cabo Verde, deve ser preservado.

O memorial a João Paulo II foi construído pela Câmara Municipal da Praia, ao tempo em que Felisberto Vieira (Filú) era chefe da edilidade praiense, na zona sobranceira ao local onde o Bispo de Roma rezou uma missa campal, que contou com a presença de milhares de fiéis católicos.

Neste momento, a estátua de João Paulo II, que apresenta sinais de degradação, reclama por uma intervenção por parte das autoridades.

Segundo Dom Arlindo Furtado, tratando-se de um memorial que pertence sobretudo ao município, as autoridades locais têm “responsabilidades directas” na sua preservação.
Para o bispo de Santiago, sendo necessária uma intervenção, é preciso pensar em algo que tenha “efeito mais duradouro”, sobretudo porque se está numa fase em que se fala muito da promoção do turismo na grande ilha.

Em entrevista exclusiva à Inforpress, para assinalar os 29 anos da visita de João Paulo II, hoje considerado santo da Igreja Católica, o prelado advogou que os turistas que se deslocam à Cidade da Praia terão todo o interesse em visitar o local conhecido por Cruz de Papa, tendo em conta a figura de João Paulo II.

A Igreja, prossegue, estará atenta para, na medida do possível, dar o seu “contributo em termos de ideias” para a capital ter aquele monumento em condições de “dignificar não só a figura nele representada, mas também a Cidade da Praia”.

Num dos seus discursos proferidos na capital, João Paulo II desejara aos cabo-verdianos um “desenvolvimento autêntico” e uma solidariedade que levasse à fraternidade “assentes nos direitos e liberdades fundamentais inseparáveis da dignidade do homem”.

Um ano depois da visita dele, deu-se abertura política no país, tendo sido realizadas as primeiras eleições democráticas e multipartidárias.

“Levo na alma a esperança que li nos olhos vivos das vossas crianças e dos jovens e que se espelha no sereno realismo da gente bondosa desta terra, que sabe lutar e para a qual ser pobre não é vergonha”, assim se despedira João Paulo II, no momento do “Adeus”, selado com um “Obrigado”.

Para o bispo de Santiago, a visita do Papa João Paulo II a Cabo Verde é uma data “memorável para os cabo-verdianos” e este Sumo Pontífice provocou uma “viragem na própria história mundial”.

O Sumo Pontífice visitara Cabo Verde em Janeiro de 1990, e esteve na ilha do Sal, e nas cidades da Praia (Santiago) e do Mindelo (São Vicente).

LC/JMV

Inforpress/Fim

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