Binter-CV comemora um ano de operações com 230 mil passageiros transportados

 

Cidade da Praia, 11 Nov (Inforpress) – O director geral da Binter-Cabo Verde, Raul Zapico, classificou hoje de “bom” o balanço das operações da companhia aérea nacional, a qual transportou  mais de 230 mil passageiros desde Novembro de 2016 a esta parte.

Em declarações à imprensa, à margem do acto que marcou o primeiro aniversário do início das operações da Binter-CV no arquipélago, Raul Zapico disse que esta transportadora aérea começou a ligar as ilhas cabo-verdianas com um aparelho e que até agora já tem no mercado três, chegando a efectuar 24 a 36 voos diários, dependendo, muitas vezes, das condições meteorológicas do país.

“A nossa avaliação em termos técnicos das nossas aeronaves é muito boa”, afirmou, acrescentando que os clientes da Binter também têm uma apreciação “muito boa” dos serviços prestados pela companhia em “pontualidade,  segurança e regularidade” dos voos.

Segundo ele, alguns constrangimentos surgidos ficaram  a dever-se ao facto de Cabo Verde, às vezes, ter problema de meteorologia um “pouco complicado”, com a bruma seca em determinados períodos do ano e alguns aeroportos, onde a companhia só pode operar durante o dia.

Para Raul  Zapico, não obstante as dificuldades apontadas,  a companhia está a fazer um “bom trabalho” e, de acordo com as suas palavras, os clientes avaliam  de forma “muito positiva” o desempenho da transportadora aérea.

No concernente ao número de passageiros transportados, revelou que, ao todo,  foram 230 mil.

Em Agosto,  a companhia transportou 44 mil passageiros inter-ilhas e esta cifra baixou para 35 mil em Setembro e, em Outubro, com a baixa da temporada alta, foram 30 mil viajantes.

Para este mês, prevê que a transportadora aérea atinja 35 mil passageiros e, em Dezembro, com a temporada do Natal, este número deverá chegar aos 45 mil.

Instado sobre as rotas mais rentáveis,  Zapico preferiu dizer que existem “rotas boas” porque há muitos passageiros, sobretudo o trajecto de triângulo envolvendo  Praia-São Vicente-Sal, a seguir surge a rota do Fogo que tem “muita procura”, tornando-se na  “quarta rota mais importante” da Binter.

“A rota da Boa Vista, pelo desenvolvimento da ilha,  também está  a ter um desempenho muito bom”, acentua o primeiro responsável da Binter-Cabo Verde.

Reconheceu, porém, que as ilhas do Maio e de São Nicolau ainda enfrentam algumas dificuldades, tendo em conta que não têm voos diários.

“O nosso desejo é que as rotas nestas duas ilhas sejam desenvolvidas a nível de passageiros para podermos fazer um voo diário para estas ilhas”, manifestou o director geral da Binter-CV.

Perguntado se faz parte do projecto da Binter adquirir um cargueiro para fazer face às demandas que poderão surgir a partir de Janeiro, em que todos os voos da TACV Internacional passarão a ser feitos a partir do Sal, Raul Zapico explicou que  neste momento a companhia não prevê  adquirir esse tipo de aparelho para o efeito, mas deixou entender que esta hipótese poderá ser colocada sobre a mesa, a partir do momento em que o projecto do Hub Aéreo  for uma realidade.

“Neste momento, a Binter-CV está a fazer transporte de cargas e qualquer pessoa ou empresa que tiver esta necessidade é só contactar connosco”, precisou Zapico.

Confrontado com a reclamação de alguns passageiros sobre o preço dos bilhetes, esclareceu nesses termos: “Cabo Verde tem uma política de regulação de tarifas máximas. A Binter não está a praticar tarifas máximas nos percursos. Tem uma política de tarifas com cinco tarifas diferentes.  Quem quiser, por exemplo, viajar amanhã vai ter um preço e aquele que voará na semana próxima  vai ter outro”.

“Estamos bastante longe da tarifa máxima”, concluiu, apontando exemplo a ligação Praia/São Vicente e vice-versa, que antes custava 22 mil escudos, e  agora, com a chegada da Binter, diminuiu para 18 mil escudos.

Quanto aos voos regionais, Raul Zapico  revelou à imprensa que já foram entregues à Agência Cabo-verdiana de Aeronáutica Civil (AAC) os documentos técnicos para o efeito de certificação das aeronaves da Binter.

“Neste momento, estamos à espera de um equipamento denominada HF que deve ser colocado no avião para poder fazer os voos de demonstração e ter a autorização da Aviação Civil”, precisou aquele responsável.

Para assinalar o primeiro ano das  operações inter-ilhas, o director-geral da Binter e o director-geral  do Orçamento e Planeamento do Ministério da Educação assinaram um protocolo que prevê, entre outros, a reabilitação e construção de infra-estruturas educativas no país.

A Binter-CV iniciou as suas operações unindo as ilhas de Santiago, Sal e São Vicente. Em Março começou a voar para a ilha da Boa Vista, e em Junho coube a São  Nicolau receber os da novel transportadora aérea nacional. A partir de Agosto passou a ligar todas as ilhas.

A companhia está presente em Cabo Verde desde 2012, quando  começou a oferecer ligações  internacionais entre os arquipélagos canário e cabo-verdiano.

LC/AA

Inforpress/Fim

 

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