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Biden e Xi Jinping querem iniciar discussões sobre armamento – Casa Branca

Washington, 16 Nov (Inforpress) – O Presidente dos EUA, Joe Biden, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, querem começar a ponderar negociações estratégicas de controlo de armamento entre as duas potências nucleares, disse hoje um conselheiro da Casa Branca.

Biden e Xi Jinping participam na quarta-feira numa cimeira virtual e, de acordo com Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, os dois líderes deverão abordar a necessidade de iniciar “uma série de discussões sobre estabilidade estratégica”, termo usado na diplomacia para designar questões relacionadas com armamento.

“Ambos acreditam que se deve trabalhar para considerar a organização de discussões sobre estabilidade estratégica”, explicou Sullivan, durante uma conferência organizada pelo ‘think tank’ Brookings Institution.

O Pentágono confirmou recentemente que Pequim realizou um teste de míssil hipersónico em agosto e publicou um relatório que revela que o programa nuclear da China está a avançar a um ritmo mais acelerado do que seria de esperar.

Se é verdade que os Estados Unidos e a Rússia mantiveram um diálogo formal sobre estabilidade estratégica desde a Guerra Fria, que resultou em vários acordos de desarmamento no passado, o mesmo não sucedeu com a China.

Um exemplo dessa falta de interesse político é o facto de Pequim nunca ter respondido aos desejos do ex-Presidente dos EUA Donald Trump, que pediu repetidamente para que a China fosse incluída nas discussões russo-americanas.

De acordo com Sullivan, Biden está a tentar manter uma rota de discussões bilaterais mais informais com a China, nesta fase.

“Não é o mesmo que temos no contexto russo, com um diálogo formal sobre estabilidade estratégica que é muito mais antigo e rico em história. Há menos maturidade nessa área na relação entre Estados Unidos e China”, explicou Jake Sullivan.

“Mas os dois líderes já falaram sobre esses tópicos e agora compete-nos pensar sobre a forma mais produtiva de fazê-los avançar”, concluiu o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA.

Inforpress/Lusa/Fim

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