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Biblioteca Nacional vai reeditar alguns livros escritos em crioulo que estão esgotados

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) – A curadora interina da Biblioteca Nacional, Isabel Rosa, afirmou hoje que a maioria dos livros escritos em crioulo está esgotada e que a Biblioteca Nacional pretende reeditar alguns desses livros.

Em declarações à Inforpress, no âmbito do Dia Internacional da Língua Materna, esta responsável reconheceu que a maior parte do acervo da Biblioteca Nacional é constituída por livros na língua portuguesa e que os livros escritos em crioulo ainda são poucos.

Conforme disse, a maioria dos escritores cabo-verdianos prefere escrever na língua oficial – o português-, mas aos poucos há escritores que estão a ganhar gosto e interesse em escrever no crioulo.

“Há vários livros escritores da literatura infanto-juvenil como Mana Guta, o escritor Tomé Varela que faz as traduções orais e muitos contos, Princezito, Manuel Veiga que têm apostado em escrever na língua materna”, apontou.

Como promotora da leitura, a Biblioteca Nacional, segundo a mesma fonte, faz de tudo para que as pessoas tenham acesso a livros em crioulo, e, neste momento, tem em execução projectos de reedição de clássicos, incluído os escritos em crioulo, uma vez que a maioria dos livros escritos no crioulo está esgotada.

Para assinalar o dia de hoje, a Biblioteca Nacional e o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas têm patente no pátio de Txon Di Morgadu, no Palácio da Cultura Ildo Lobo, uma feira de livro em crioulo, acompanhada de recital poético de alunos da escola Capelinha.

Esta feira de livro, informou, visa colocar à disposição do público todos os livros escritos na língua crioula, para que os jovens possam ter acesso ao conhecimento da escrita do crioulo.

“A ideia é mostrar que o crioulo não e só uma língua falada, o que falamos no dia-a-dia, mas também para divulgar o crioulo escrito. Há muitos livros em crioulo, como o romance, tradições orais, a poesia e vários outros géneros literários na literatura cabo-verdiana” disse.

No passado, afirmou, escritores como Eugénio Tavares, que escreveu todas as suas mornas em crioulo, e Pedro Cardoso, que escrevia o jornal “Manduco”, valorizavam a sua língua materna.

Neste sentido, Isabel Rosa disse querer ver os jovens escritores cabo-verdianos a valorizarem a escrita do crioulo.

AM/JX/ZS

Inforpress/Fim

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