Beneficiários da “Agricultura Urbana e Periurbana” satisfeitos com os primeiros resultados do projecto

 

Cidade da Praia, 12 Abr (Inforpress) – Os beneficiários do projecto “Agricultura Urbana e Periurbana” no município da Praia estão satisfeitos com os primeiros resultados que, segundo dizem, têm permitido aumentar a renda da família e garantir a segurança alimentar dos apoiados.

A constatação foi feita durante uma visita que um grupo de jornalistas efectuou ao projecto financiado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) no valor de num montante de 265 mil dólares (cerca de 40 mil contos) e que numa primeira fase que terminou em Março deste ano, beneficia a Praia, para posteriormente chegar ao Mindelo (São Vicente), Espargos (Sal), e Porto Novo (Santo Antão).

A Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde (EHTCV) em Palmarejo Grande, a Associação Black Panthers na Várzea, a Comunidade Terapêutica de Granja e alguns agricultores da zona de Fundo Baixo, ambos em Achada São Filipe, estão entre os 17 beneficiários do projecto que iniciou em Setembro de 2015.

Na EHTCV e na Associação Black Panthers, os produtos são utilizados na alimentação dos alunos que frequentam a residência estudantil da escola, e em refeições quentes a 66 crianças e 25 idosos, diariamente, na associação, sendo que o que sobra é trocado com outros produtos em diferentes instituições.

Joana Borges Moreira é uma das beneficiárias que fica em Fundo Baixo, que afirmou estar “muito contente” com a ajuda que recebeu no âmbito do projecto “Agricultura Urbana e Periurbana” para fazer um tanque para armazenamento da água e que lhe permitiu fazer rega gota-a-gota, aumentar a parcela de cultivo, “sustentar” os três filhos e até dar emprego sazonal a outras pessoas.

“Até ao momento já tirei cebola, batata, pimentão e tomate. Não tenho nada a dizer, porque desde Junho de 2016 que recebi esta ajuda, já tenho resultados concretos, porque com gota-a-gota, a agricultura é muito boa. Como chefe de família e mãe de três filhos, estou a conseguir aumentar a meus rendimentos”, referiu.

“Depois de receber o apoio para a rega gota-a-gota, ficou melhor, porque estou a utilizar menos água e é rentável e um trabalho menos cansativo, por isso, gostaria que outras pessoas fossem beneficiadas”, disse também Alberto Almeida, um outro beneficiário que este ano já conseguiu produzir e vender 300 quilos de repolho, 175 quilos de pimentão, 180 quilos de tomate, para além de melancia e pepino.

A “Agricultura Urbana e Periurbana”, conforme a coordenadora do projecto, Cândida Barbosa, já foi realizada nas cidades de Porto Novo, Mindelo e Espargos que já foram beneficiadas com o Plano Director Municipal de “Agricultura Urbana e Periurbana”, para além da formação que beneficiou técnicos dessas câmaras municipais nessa matéria beneficiários.

“O objectivo, segundo ele, é melhorar a dieta das pessoas e garantir a segurança alimentar, mas também proporcionar geração de renda às famílias de baixa renda”, afirmou, esclarecendo que que dentro da cidade a agricultura não é a convencional, ou seja, no solo, mas que existe a possibilidade de praticá-la no chão, em sistema de organopónica, entre outras formas.

Por outro lado, este projecto pretende ainda assegurar um abastecimento constante de produtos frescos que atendam às necessidades nutricionais das populações urbanas a um preço acessível, concretamente a horticultura.

DR/FP

Inforpress/Fim

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