Beirute/Explosões: 113 mortos e dezenas de desaparecidos – novo balanço

Beirute, 05 Ago (Inforpress) – Pelo menos 113 pessoas morreram nas explosões devastadoras no porto de Beirute na terça-feira e dezenas estão desaparecidas, segundo um novo balanço divulgado hoje pelo ministro da Saúde, Hamad Hassan.

A enorme explosão também causou 4.000 feridos.

“Há certamente ainda (vítimas) sob os escombros e recebemos dezenas de apelos pelos desaparecidos”, precisou Hassan a jornalistas, à margem de uma reunião do governo.

O anterior balanço, divulgado pela Cruz Vermelha libanesa, indicava que as duas explosões sucessivas que devastaram a capital do Líbano tinham causado mais de uma centena de mortos e milhares de feridos.

A Procuradoria de Paris indicou hoje que 21 dos feridos são franceses ao anunciar num comunicado a abertura de um inquérito por “ferimentos não intencionais”.

O Governo português referiu na terça-feira não ter indicações de que haja cidadãos nacionais entre as vítimas.

O governador de Beirute, Marwan Abboud, disse hoje que até 300.000 pessoas terão ficado sem casa devido às explosões que, calculou, destruíram ou danificaram seriamente metade da cidade.

Cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio que estavam armazenadas no porto de Beirute estarão na origem das explosões, que levaram à declaração da capital como “zona de desastre”.

O ministro da Informação libanês, Manal Abdel Samad, anunciou também hoje que foi decretado o estado de emergência por duas semanas na cidade, adiantando que entrará imediatamente em vigor “um poder militar supremo” para garantir a segurança em Beirute.

O Governo libanês, por outro lado, exigiu a prisão domiciliária de um número indeterminado de responsáveis do porto de Beirute, enquanto decorrer a investigação que procura determinar como puderam as 2.750 toneladas de nitrato de amónio estar armazenadas durante anos no porto.

O Presidente libanês, Michel Aoun, anunciou ter desbloqueado 100 mil milhões de libras libanesas (55 milhões de euros) de financiamento de emergência, numa altura em que o país enfrenta uma crise económica sem precedentes.

Inforpress/Lusa/fim

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